quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2008 pegou pneumonia e morreu

 
Com as malas no carro, a família enchendo o saco e muito, muito mato pela frente, é hora deste blog dizer adeus, meio que no improviso, aos leitores e a 2008.

Gostaria de agradecer a todos que passaram por aqui neste ano, leram os posts e se interessaram pela minha vida e pelos meus infortúnios. Todos os que comentaram, os que riram e os que se identificaram, e também aqueles que leram e lêem em silêncio, ainda tímidos de falar em público.

Muito obrigado a vocês, de coração. Espero que continuem a bordo no ano que entra.

Juro pra vocês que seu 2009 será um ano melhor, mais feliz e com mais realizações. Prefiro pegar pneumonia e morrer se não for.

E, poutz, eu não poderia encerrar o ano sem me desculpar com todo mundo que entrou aqui querendo saber como pega pneumonia, quais os sintomas da pneumonia, se pneumonia mata, em que parte do corpo se pega pneumonia, quais os tratamentos pra pneumonia, quantos dias de vida tem uma pessoa com pneumonia, se pneumonia dói, se pneumonia dá febre, se pneumonia dá gases... a lista é longa.

Desculpem a propaganda enganosa, you guys. A Wikipedia pode ajudá-los melhor nessa.

Então é isso. Um grande abraço a todos e um feliz ano novo!

See you in another life, brotha!
 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Agruras de Natal


Prefiro Pegar Pneumonia e Morrer apresenta:

Como Fazer De Seu Natal Uma Tragicomédia em 10 Passos

1. Resolva passar o Natal em casa na última hora, quando todo o resto da sua família já fez planos de sair da cidade.

2. Resolva passar o Natal em casa justamente quando sua cidade está sendo alvo de uma chuva que faria inveja a Noé.

3. Passe o dia sem almoçar porque você está correndo para terminar as comidas da ceia (oe, somos os Bianchin e deixamos tudo pra última hora, prazer).

4. Tenha avós que, no meio da chuva e no auge da larica coletiva, resolvam sair de casa pra ir à missa.

5. Certifique-se de que seus avós saiam sem celular e sem guarda-chuva porque, bah, quem precisa dessas modernidades, não é mesmo?

6. Esteja de prontidão para levar sua avó ao pronto-socorro quando ela voltar pra casa com um galo gigantesco na cabeça, porque caiu na rua e não tinha celular pra ligar pra ninguém.

7. Aguarde com fome o hospital realizar todos os exames e o plano de saúde liberar todas as burocracias para poder voltar pra casa.

8. Volte pra casa e ouça sua família discutir entre si sobre quem é o culpado de estar chovendo tanto.

9. Sente-se à mesa ao som do especial do Padre Marcelo na Band porque, poxa, sua família não pode perder essa, né.

10. Pegue finalmente os talheres pra fazer justiça ao Natal e, ao fazê-lo, veja uma borboleta gigante entrar pela janela e cair em cima da comida.

Feliz Natal, everyone!

Steve Guttenberg: "só falta eu pra poder passar na Sessão da Tarde!"

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sedução

 
Hoje tive a infelicidade de dar de cara com esta notícia:

A melhor parte do texto diz o seguinte: 

No site criado especialmente para divulgar a fragrância, o Burger King diz que o Flame é "o perfume da sedução com um toque de carne grelhada diretamente no fogo".

Pera, calma, volta o filme. Eu li direito? Sedução com toque de carne grelhada?

Já até imagino a cena:


Mulher: Uau, que cheiro é esse?

Homem: É meu perfume novo. Te lembra alguma coisa?

Mulher: Hum, deixa eu ver... Ah! Lembra o cheiro do suvaco do meu pai depois que ele faz churrasco

Homem: Heh, pois esse agora é o aroma da LOUCA E DESENFREADA SEDUÇÃO BABY

Mulher: Nossa, querido, não agüento toda essa sedução no meu nariz, preciso fazer amor com você já!!

Homem: Então bora pro quintal, porque hoje o negócio é em cima da grelha!!

Mulher: Com a gordurinha da chapa pra passar de lubrificante?

Homem: E com a corda de lingüiça pra usar de algema!

Amor, me defuma?
 

sábado, 20 de dezembro de 2008

É hoje...

 
Coisas importantes que aconteceram em 20 de dezembro:

1942 - Silvio de Abreu nascia, mostrando ao mundo que, um dia, novela boa seria sinônimo de Cristal, Jamanta e lésbicas explodidas

1968 - O Zodíaco matava dois, mostrando ao mundo que, mesmo quando usam sobras de figurino dos Power Rangers, serial killers ainda são perigosos

2004 - Vitor Belfort casava com a Feiticeira, mostrando ao mundo que, sim, as mulas também amam
 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ah, dezembro...

A razão de eu não ter escrito nada neste espaço nos últimos dias é que, basicamente, não tem acontecido nada por aqui.

Exceto que, ontem, eu vi um cara aparentemente não-bêbado ajoelhar no meio da rua e começar a fazer um balancê maluco com os braços, tipo fazendo o sinal da cruz como se dançasse axé. Ele não se incomodava em ser xingado pelos motoristas que precisavam desviar e nem em ser observado pelos pedestres que passavam. Continuava firme com os bracinhos balançando e com o mantra em-nome-do-pai-do-filho-e-do-espírito-santo-amém.

Felicidade religiosa é isso aí: não tem hora, lugar e nem limite de coreografia. Achei digno.

AH! E esses dias eu vi um cara cair no ônibus. Ele tava sentado, com a mochila no colo e praticamente dormindo. Por causa do sono, o corpo ficava balançando para o lado, e aí quando ele estava quase caindo, acordava e voltava a se ajeitar. Dois segundos depois, lá estava ele quase no chão de novo. E ficou nessa pescaria uns 20 minutos. 

Até que o ônibus fez uma curva mais forte enquanto o cara tava chegando no chão e, bem, a combinação foi mortal. Depois de se espatifar no chão, fazendo um barulho que pôde ser ouvido até na rua, ele se reergueu e começou a rir.

É claro né: quando você se estatela no chão do ônibus lotado, não adianta fazer cara de “opa, ninguém viu”. Todo mundo viu sim, e riu. É assim que a sociedade funciona.

*****

Mas enfim, voltando pra minha vida, amanhã é meu aniversário. Como faço todo ano, comprei presentes beeem legais pra mim mesmo (pra compensar as camisetas que ganho da família), mas o melhor deles só chega ano que vem. Aguardem e verão.

Fazer anos nessa época é foda. Meu aniversário disputa atenção com o aniversário de Jesus. Competição difícil.

E esse ano, para completar, Jesus ainda ganhou a Madonna de reforço. Pow, duas criaturas milenares roubando minha audiência em dezembro. Assim é covardia.
 

domingo, 14 de dezembro de 2008

Strike a pose



Bettie Page pegou pneumonia e morreu.

Conheci o trabalho de Bettie quando comecei a me interessar por quadrinhos, e fui atrás de saber o que eram as tais pin-ups de que os editoriais tanto falavam. Olhando as fotos de Bettie, com suas poses, sorrisos e lingeries, passei a imaginá-la como a versão real da Valentina.

Em tempos de editoriais de moda dominados por modelos fazendo cara de bitch e dizendo ao leitor nas entrelinhas que é para ele olhar bem, porque nunca poderá chegar perto, o sorriso e a simpatia de Bettie farão falta.

Muita.
 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

No ônibus (4)

Todo mundo sabe que transporte coletivo em São Paulo é uma bosta. Com chuva, fica uma bosta e meia. Com gente imbecil dando em cima de você, vira uma orgia de bosta.

Olha só a história. Quando eu saio do trabalho, pego um microônibus que vai direto até a estação de trem. Hoje tava chovendo e, na filinha pra entrar no ônibus, muita gente se molhou, inclusive eu.

Entrei no ônibus e sentei numa cadeira de janela. Aí do meu lado sentou um indivíduo. Eu já estranhei desde o começo porque, com vários lugares disponíveis no ônibus, ele escolheu sentar ao meu lado, sendo que eu nem tava perto da porta.

Mas tá. O ônibus partiu, eu pus meus fones e beleza. Aí o desgraçado começou a mexer o braço do meu lado, como se estivesse se ajeitando. Só que, na sociedade contemporânea, esse tipo de movimento não dura mais que dois, três segundos. E o dele não parava. A não ser que ele fosse epilético ou estivesse com pulgas, era óbvio que aquilo era pra se esfregar em mim.

Isso já me irritaria normalmente. Mas, considerando que eu e ele estávamos molhados de chuva, o nojo era ainda maior e já aí eu comecei a ficar seriamente emputecido.

Mas o pior ainda estava por vir: quando finalmente resolveu parar com o braço, o filho da puta repousou o cotovelo na minha barriga. Tipo, como se fosse a coisa mais normal do mundo encostar o cotovelo em estranhos e usar os pobres cidadãos de almofada.

Fiquei puto, comecei a bufar, mas o desgraçado não tirou o cotovelo. E nem me venham com o papo de que ele não sabia: o cara ficava me olhando de rabo de olho, avaliando minha cara pra ver se eu tava curtindo. Todas as vezes que ele olhava, eu fazia cara de cu. Era para onde eu queria mandá-lo, afinal.

E fomos assim até o final da viagem, para o meu infortúnio.

O problema não era ele ser homem e gay. Se fosse uma mulher gostosa, eu também ficaria puto. Entenda: não importa o quão gostosão(ona) você seja, ROÇAR O COTOVELO NA BARRIGA DOS OUTROS NÃO É UMA BOA TÁTICA DE CONQUISTA.

Se você é um adepto, fica o toque para mudar seu approach. Caso não consiga, sugiro que repense seu planejamento profissional e tente uma carreira num bar de strip. Lá, você pode se esfregar nas coisas e nas pessoas o quanto quiser que ninguém liga. E se estiver molhado, capaz até de gostarem mais.

Si isfrega nêu
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Boas festas my ass

Eu sei que o final de ano anda cheio de piada pronta (tipo Ronaldo no Corinthians, tentando ver se acha a dignidade escondida em algum buraco da marginal sem número), mas este blog está meio que em recesso.

Explico: é final de ano, época em que eu deveria estar descansando e talz. Mas eu, gênio da raça que sou, arranjei uma sarna gigantesca para me coçar neste mês de dezembro. E eu não estou exagerando quando digo gigantesca.

Então, basicamente, fudeu. O que é normal já né, e agora eu nem me importo tanto.

Problema é que dia 20 é meu aniversário e eu realmente, REALMENTE não tava afim de me fuder neste dezembro. Meu aniversário do ano passado foi tão legal... queria manter a curva ascendente. Vou ali tomar Prozac e já volto.

*****

Como nem tudo são emices, ontem foi dia de inimigo secreto na festa da “firma”, como diria meu pai. (Aliás, toda vez que meu pai chama meus empregos de “firmas” e meus freelances de “bicos”, eu me sinto perigosamente dentro de uma música/programa/idéia do Netinho de Paula).

Meu presente de amigo foi um CD dos Stereophonics. Meu presente de inimigo foi um livro pra “melhorar minhas piadas”. 

Em primeiro lugar, não sei onde que minhas piadas precisam ser melhoradas, ok? Humpf. Em segundo: dêem uma olhada no tipo de piada sugerido pelo livro:

Pai e filha na sala de estar

Pai: Filha, o Robertinho não serve para você!

Filha: Então vou me casar com ele!

Pai faz cara de quem não entendeu

Filha: Você é meteorologista e não acerta uma!

Jesus amado! Se eu começar a fazer piadas como essa no meio do escritório, vai ser demissão por justa causa.


Este post fala de emices e Prozac e é dedicado à Fer, que assiste Star Wars e me chama de idiota, mas eu sei que é boa gente.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Around São Paulo - Michel Gondry (parte 2)

Como tinha perdido a sessão do filme para a imprensa, que rolou na quinta-feira, voltei ao MIS no sábado para uma sessão aberta da obra. Rebobine, Por Favor é fantástico, vale muito a pena ser assistido. Vi com um amigo e nós dois rachamos o bico.

Lá no MIS, também encontrei uma outra amiga, a Jana, que quase perdeu o filme porque chegou atrasada. Mas no final deu tudo certo e ela conseguiu ver o filme (numa cadeira improvisada e com a cabeça na parede, mas conseguiu).

Ia ter um debate com o Gondry e o Sérgio Rizzo depois, mas eu, que já estava vacinado pela coletiva do dia anterior, concluí que não valia a pena ficar. A Jana ficou e me confirmou que foi exatamente como eu esperava. Nenhum prejuízo, portanto.

*****

Durante a coletiva de sexta, eu descobri que o Gondry ia autografar o livro dele (“You´ll like this movie because you´re in it”, sem edição em português) num restaurante zuperbacana chamado Paris 6, que fica razoavelmente perto da Av. Paulista. Isso meio que me aliviou o fato de não conseguir falar com ele direito na saída da coletiva.

Na segunda, usei meu horário de almoço para ir correndo até o restaurante. Cheguei lá e o Gondry ainda atrasou uma hora. Enquanto esperava, eu conheci o Stefano, dono do blog dos hipopótamos, que ficou famoso ao sair na revista Época da semana retrasada. O Stefano conseguiu que o Gondry desenhasse um hipopótamo pra ele. 

Mas o melhor foi que, dessa vez, consegui tudo que eu queria. Falei com o Gondry, apertei a mão dele, tirei foto e, claro, peguei o autógrafo, dessa vez muito mais personalizado. Gentem, Michel Gondry me caricaturou. E ficou o máximo! Ele me desenhou japonês! 

Enfim, valeu muito a pena. O Gondry, apesar de tímido, é muito simpático. E as lembranças ficarão pra vida.

Gondry e eu – ele é bem-humorado gente, só não é fotogênico

Para quem quiser prestigiar, a matéria que eu escrevi sobre a coletiva, e que ficou até na capa do Yahoo! Brasil na segunda-feira, está disponível aqui

E que ano está sendo esse 2008, hein? Michel Gondry e Neil Gaiman. Se trouxerem a Shirley Manson em 2009, já poderei morrer feliz.

 

Around São Paulo - Michel Gondry (parte 1)

Segunda-feira foi o último dia de uma jornada pessoal minha. Uma jornada que começou na sexta-feira e durou três dias (domingo não conta). Uma jornada em busca de Michel Gondry.

Para quem não conhece, Michel Gondry é um dos melhores diretores do mundo, prazer. Ficou famoso pelos filmes – os excelentes Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Sonhando Acordado –, mas já era hype bem antes disso por causa dos clipes que dirigia para gente como Bjork, Kylie Minogue e The Vines.

O videoclipe mais famoso do Gondry é Around The World, do Daft Punk, o famigerado clipe das caveirinhas. Mas sua obra-prima, na minha opinião, é Let Forever Be, dos Chemical Brothers. É inovador, diferente, criativo, bonito. O melhor videoclipe do mundo.

Gondry veio ao Brasil para o lançamento de “Rebobine, Por Favor – A Exposição”, mostra que é baseada no mais recente filme dele e que está montada no MIS. Ele veio e eu fui atrás.

*****

Tudo começou na sexta. Gondry ia dar uma entrevista coletiva no MIS. Providenciei minha credencial, pedi folga do trabalho e fui.

Já começou dando errado: coloquei o despertador para despertar mais tarde, em vez de mais cedo, e saí beeem atrasado pro evento. Mesmo assim, consegui a proeza de sair da minha casa, em Santo André, às 8h30, e chegar no cruzamento da Paulista com a Consolação, em São Paulo, às 10h. A entrevista era às 10h. Peguei um táxi até o MIS.

A corrida custou R$ 10, um real para cada minuto que atrasei. Tudo para chegar lá e descobrir: a entrevista tinha sido adiada pras 11h30. Sendo que, na verdade, ela só foi começar depois do meio-dia. Me fudi, mas pelo menos não perdi nada.

A entrevista em si foi meio confusa. Tanto pelo misto de francês e inglês que o Gondry falava como pelas perguntas esdrúxulas de alguns jornalistas. Mas beleza, anotei tudo que precisava. Na saída, consegui um autógrafo meio mecânico no meu caderno – Gondry, andando e sendo assediado por outros jornalistas-tietes, estava meio sem condições de dar autógrafos decentes.

Resignei-me. Mas minha jornada estava só no começo...

 

domingo, 30 de novembro de 2008

Feeling lucky? - SEX EDITION

Muita gente chega no Pneumonia procurando putaria no Google. Como conteúdo erótico não é nosso forte, imagino que todos saiam meio desapontados daqui.

Mas as buscas são divertidíssimas. Eis as melhores das últimas semanas:


o que é piroska? (tenta o Google Images... é ver pra crer)

adolescentes nudistas (UHUL VIDALOKA)

"leo quer estuprar dedina" (e ninguém faz nada? onde esse mundo vai parar?)

pegando na chana (melhor que pegar no duro né)

eu quero ver mulher nul mostrando a chana (quando você achar uma mulher ‘nul’, me avisa que eu quero ver também)

passaram na bunda de dexter holland (é por isso que o Planeta Terra teve censura 18 anos)

o padre que dava para os coroinhas (porque inversão de papéis é tudo)

sábado, 29 de novembro de 2008

Welcome to the jungle

O lugar que eu mais gosto no mundo é meu quarto. Pelo menos até eu achar um lugar pra morar sozinho. Meu quarto é onde faço minhas coisas, onde eu me escondo dos outros, onde eu durmo.

Ontem (na verdade, hoje) rolou uma festa dos meus pais na garagem de casa. Os convidados eram gente boa, mas eram amigos dos meus pais, não meus. E o negócio foi rolando até tarde. Quando deu meia-noite, subi pro meu canto.

Meu quarto, como é típico, estava uma baderna, com revista pra um lado, roupa suja do outro, papéis espalhados na escrivaninha, sacolas no chão... e eu lá deitado na cama. Normal para o meu dia-a-dia, mas eu daria uma arrumada se fosse mostrar o lugar pra alguém.

Daí que, à 0h30, eu tava lá deitado com a luz acesa, pensando na morte da bezerra, quando a porta se abriu de repente.

“E esse aqui é o quarto do Victor...” – disse minha mãe, já chutando os lixos para fora do caminho pra galera poder explorar melhor. Atrás dela, uns 20 negos faziam a tour.

Eu lá, deitado e com cara de pateta, só fiquei olhando o pessoal dando um bizu no meu quarto, como se estivessem num museu. Veio até uma velhinha de bigode me cumprimentar: “parabéns, viu”.

Parabéns pelo quê? Pelo modo sofisticado de organizar as meias sujas do lado do armário? Pela toalha molhada pendurada de modo particularmente genial na maçaneta do guarda-roupa? Ou pelas pilhas de revista espalhadas tantricamente pelos pontos do quarto, seguindo os ensinamentos do feng shui?

Já falei pra minha mãe que tudo bem se ela me transformar em atração de zoológico, mas que, na próxima, vou querer minha parte no dinheiro dos ingressos.
 

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Um ano

Hoje este blog completa um ano. Sim, um aninho inteiro desde o primeiro post, do qual eu nem lembro direito.

Fiquei pensando no que eu poderia postar para celebrar a data, mas não cheguei a nenhuma conclusão satisfatória. É difícil escrever alguma coisa com a pressão de que ela seja “especial”.

Então resolvi fazer um recordatório. Lembrar como era minha vida em 25 de novembro de 2007, uma data que parece tão próxima, mas que, para mim, já está muito, muuuuito distante.


- Em 25/11/07, eu ainda era universitário e acordava cedo pra ter aulas de Ética com o dono de um site que, neste momento, traz a manchete “A Favorita – Léo quer estuprar Dedina, mas falha na ‘Hora H’”.

- Em 25/11/07, eu estava terminando meu TCC, maior projeto da minha vida, e estava preocupado porque não iríamos conseguir entregar a versão diagramada no prazo.

- Em 25/11/07, eu ainda tinha dúvidas de que iríamos tirar 10 (/ego).

- Em 25/11/07, eu estava a menos de um mês de receber um telefonema que me faria sair do desemprego.

- Em 25/11/07, eu não sabia que iria sair do desemprego para o pior emprego fixo da minha vida.

- Em 25/11/07 eu também estava a um mês de receber outro telefonema, mas que me daria o melhor trabalho (freelance) da minha vida.

- Em 25/11/07 eu ainda tinha medo de 2008, porque seria meu primeiro ano sem um plano.

- Em 25/11/07 eu já tinha saudades de 2007 e de tudo de bom que veio com ele.

- Em 25/11/07 eu estava prestes a conhecer um monte de gente que faria de meu 2008 um ano muito bom.

- Em 25/11/07 eu começava um blog sabendo que iria abandoná-lo, como realmente fiz depois de dois posts.

- Em 25/11/07 eu não sabia que blogar era legal e que voltaria a essa prática meses depois.

- Em 25/11/07 eu era menos feliz do que sou hoje, um ano depois. E isso resume tudo, certo?

Pra finalizar, vou cantar parabéns com esse cara aqui embaixo, que também faz aniversário dia 25, mas do mês que vem.


Este post é dedicado ao Renato e à Canossa, que insistiram durante meses para eu ter um blog – e agora não atualizam os seus.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Voyeurizado

Confesso que tomo banho no escuro. Não sei se essa é uma prática comum, mas certa vez eu li uma entrevista da Feiticeira em que ela dizia que também só se banhava desse jeito. E se a Feiticeira faz, então tá legitimado, né?

Quando eu me tornei adepto, eu fazia só pela excentricidade mesmo. Decorava a geografia do box do banheiro, anotava mentalmente onde estava cada coisa importante (xampu, esponja, sabonete) e ia pra galera.

Com o tempo, porém, tomar banho no escuro se tornou uma necessidade.

É que, alguns anos atrás, construíram perto da minha casa dois prédios residenciais bem altos. E – desafio você a adivinhar, caro leitor – ambos foram construídos com vista panorâmica para:

a) O Shopping ABC
b) O parque Ipiranguinha
c) O estádio Bruno Daniel
d) A janela do meu banheiro

A situação é tão arquitetonicamente trágica que não existe nem a opção “n.d.a.”. Meu banheiro virou um Big Brother eterno. Me tornei o próprio ugly naked guy dos Friends.

Não é que dá pra ver tudo. O box, que é o principal, não pode ser visto. Mas toda a área onde eu fico para me enxugar está sob a mira de 30 janelinhas que me olham lá de longe. E aí, não há paranóia que resista. Vou no breu mesmo.

Mas confesso também que, às vezes, ligo o foda-se e faço tudo com a luz acesa. E, se olho pros prédios e vejo a silhueta de um possível voyeur, aí é que me dá mais vontade de mandar um gesto obsceno, executar alguma mímica indecente ou então de fazer o pintocóptero.

Não gente, nunca cheguei às vias de fato. Tenho pudores. As vizinhas siririqueiras dos prédios vizinhos, não.
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sobe desce

Minha semana começou boa, depois ficou péssima, aí foi pra ótima e agora está ruim.

Deixar de ter vida bipolar, comofass?
 

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O call center e a eficiência

O problema de ter seu celular roubado não é nem tanto a violência que você sofre. É a burocracia pela qual você tem que passar para comprar um novo.

Depois de toda a chatice de comprar um aparelho, meu celular ainda não conseguia fazer ligações, só receber. Aí tomei coragem e liguei pro atendimento ao cliente.

Depois de esperar os tradicionais 15 minutos ouvindo musiquinha e propaganda, fui atendido por um fulano. A ligação estava baixíssima:

Ele: Boa noite , quem fala?

Eu: QUÊ??

Ele: Qual seu nome, senhor?

Eu: É VICTOR. VIU, VOCÊ PRECISA FALAR MAIS ALTO QUE NÃO TÔ TE OUVINDO

Ele: blablabla (falando baixo) blablabla?

Eu: QUÊ??

Ele: blablablablablabla dar um click blablablabla?

Eu: AHN? É PRA EU LIGAR O CELULAR NO PC?

Ele: Não senhor, eu perguntei se blablablablablabla ativar o chip blablabla

Eu: AAAHHH, O CHIP TÁ ATIVADO SIM

Ele: blablablablablabla o senhor comeu merda blablablabla

Eu: QUÊ??!?!

Ele: blablablablabla o celular sofreu queda blablablablabla

Eu: NÃO MEU FILHO, O CELULAR TÁ ÓTIMO, SÓ SUAS CORDAS VOCAIS MESMO QUE PARECEM TER CAÍDO PRO INTESTINO, QUER IR LÁ BUSCAR?

Ok, eu não falei isso, só pensei. Mas aí ele já tava de saco cheio de mim e me passou pra outro. Que também estava falando lááá longe e, ainda por cima, riu da minha cara.

Ele2: blablablablablablablabla?

Eu: OLHA MEU AMIGO, VOCÊ PRECISA FALAR ALTO, PORQUE EU NÃO TÔ OUVINDO LHUFAS

Ele2: Mmmmppfffff (risadas contidas), OK SENHOR EU FALO MAIS ALTO

Aí ele falou alto mesmo durante uns cinco, seis segundos e depois voltou para o tom de quem pede licença no ônibus.

Nessa hora, minha dignidade já tinha ido pro saco e eu rodopiava no quintal de casa, no meio da garoa, tentando pegar uma recepção melhor enquanto o cicrano ria da minha cara.

Juro que quando eu for pro inferno, minha primeira medida será assombrar os atendentes de call center. Vamos ver se eles gritam baixinho quando me virem no espelho à noite.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Feeling lucky?

Depois de muito tempo invejando a Carol Monterisi, arranjei um esquema para fazer o levantamento das visitas do meu blog. Agora eu tenho como saber os horários em que Tia Vânia prefere ler meus posts.



Mas o mais legal de ter um serviço de análise é saber quais os termos que as pessoas colocaram na busca do Google e que, por algum mistério da humanidade, as trouxeram até o Pneumonia.


No meu caso, o termo mais procurado é....... (rufem os tambores)....... PIROSKA!


Sim, a própria jogadora de hand da seleção da Hungria, que tentou enfiar suas poderosas bolas na nossa goleira Chana. Saiba tudo aqui.


A seguir, alguns dos termos que levaram os googlers até mim, com comentários:


- chana (é claro)


- mc donald Qual e a lembrancinha (não sei, fico te devendo essa)


- fotos de como se pega a pneumonia (fotos? Tá procurando um guia ilustrado?)


- madonna show brazil alienados (que preconceito, aposto que o público da Madonna só tem CDF)


- clube nudismo foi fechado pedofila infantil (oh! shock!)


- peças sobre a pneumonia (não sei se existem, mas seriam um belo fracasso de bilheteria, não?)


- letra Axe pirulito (já tentou o Vaga-Lume?)


- quero saber se pneumunia pega (pega)


- a pneumonia pega em que parte do corpo (no suvaco; já olhou o seu hoje?)


- Em que estação do ano acontece a pneumonia (primavera-verão, época da suvaquera nas praias)


- chiclete com banana cabelo V-O? significado (WTF??)


- verbos com professor Pasquale e turma do ratimbum (torça: quem sabe a Celeste não é convidada pro Nossa Língua Portuguesa?)


- como pegar uma mulher no onibus? (não sei amigo, quando descobrir me conta)


- meu nome e valdete (parabéns)


- porque um bebado anda em ziguezague (da série Grandes mistérios da humanidade)


- olha o piu piu ô mãe (pirulitô!)


- dinamica para coroinhas (até pra coroinha? esse RH não perdoa hein)


- adão negro meu cabelo duro é o seu coração (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA)

domingo, 9 de novembro de 2008

Planeta Terra (parte 2)


Dexter Holland, ainda punk, mas já tiozão: that's the way, that's the way things goooo

E aí veio Offspring, o show mais esperado da noite (não por mim, mas pela turba). Antes de falar do show, deixe-me abrir uns parênteses.

Eu não entendo rodas de pogo. Sério, pra que você paga R$ 60 para ir num show e, em vez de assistir os caras, fica se batendo contra outras pessoas numa demonstração ridícula de falta de neurônios? Afinal, sempre é possível colocar o CD pra tocar em casa e se jogar contra as paredes, sozinho. Não precisa levar os modos trogloditas para espaços públicos, onde eles incomodam os outros cidadãos – que, como eu, tinham que assistir o Offspring com um olho no palco e outro na platéia, pra ver se não tinha nenhum marmanjo surtado voando na sua direção.

Mas enfim, o show foi ótimo, e o primeiro a realmente levantar o público. Não sou fã do Offspring e não conheço a fase roqueira deles – meu gosto é pela fase pop do álbum Americana e de seus sucessores. E, como as músicas dessa fase vieram todas em seqüência, foi fácil me deixar levar. Relembrei meus 15 anos com Pretty Fly e Why don’t you get a job. E Hit That é um pequeno
 clássico. Só senti falta de She’s got issues, mas seria pedir demais, eu sei. Nota 8.

Aí tocamos pro palco indie ver os Breeders. Esperamos durante três músicas por Cannonball e, como não veio, fomos embora. Mas o show estava chato mesmo. E deu um pouco de dó ver a Kim Deal gordona e com jeitão de tia do churrasco. Breeders sempre foi meio kitsch né, mas o show tava exageradamente sem graça.

Voltamos pro palco principal, mas não mudou muita coisa. Bloc Party já tinha começado e, putaqueopariu, Bloc Party é MUITO chato. Não que seja de propósito: os caras se esforçam, tocam os instrumentos com vigor e tal. Mas o Kele Okereke não tem carisma. Nada, zero, necas de pitibiriba. E o povo nem tava muito animado – a platéia só estava cheia porque os fãs do Kaiser Chiefs não queriam perder os lugares. Engraçado é que o Kele relembrou o episódio da MTV e disse que “não era nossa intenção desrespeitar um país no qual nunca estivemos; esperamos que este show possa retificar isso”. Sorry Kele, não retificou. Nota 5.


Ricky Wilson com a boina roubada de alguém da platéia: "nos shomos Kaiser Chiefs! nos shomos angry mob!"

E então, finalmente, a melhor atração da noite. Kaiser Chiefs era a banda ideal para terminar o festival: suas músicas de refrões fáceis e riffs pegajosos eram perfeitas para animar o povo que, à 1h30 da manhã, já lutava contra o sono. Sério, nada foi tão bom nesse Terra quanto berrar desavergonhadamente os refrões de Everyday I love you less and less e Na na na na naa. São músicas que muito provavelmente não vão fazer história, mas que, ao vivo, fazem você querer dançar, pular e etc. como se não houvesse amanhã. Num show, isso é mais importante que qualquer outra coisa.

E Ricky Wilson é um showman. Quase tão bom quanto o Pelle Almqvist dos Hives (eu disse quase), ele sabia levantar a platéia, arrancar palmas e gritos, fazer o público erguer as mãos ou cantar junto como ele queria. E o cara tem o pior português improvisado do mundo. 

Ricky Wilson falando “ele é um herói”: ill i um hiroi! ill i um hiroi!!

O herói era o tecladista Nick Peanut, que tocou convalescente de uma cirurgia de apendicite. Foi um herói mesmo, porque, se o Kaiser Chiefs tivesse cancelado, a história teria sido outra. Não teríamos um grande show de arena para encerrar o festival, como um evento desses merece, e ainda teríamos que ir embora com Kele Okereke entalado na garganta.

Isso sem falar que não teríamos ouvido The Angry Mob e seu refrão épico repetido à exaustão. Pra mim, a melhor música do Planeta Terra, e o melhor show. Nota 9.

E esse foi o meu Planeta Terra. Cansativo, com alguns perrengues no meio e com muita, muita satisfação de poder ver essas bandas ao vivo, nesse lugar e com as companhias que tive. Faria de novo, com certeza. 2009 está aí.


Confira a primeira parte desta resenha aqui.

Fotos: Terra.

Planeta Terra (parte 1)

Colarzinho com cartões listando as atrações do Planeta Terra

E ontem foi dia de Planeta Terra. Com um line-up forte, uma infra-estrutura que funciona e muita organização, é o melhor festival de música do Brasil hoje, sem dúvida. E eu me surpreendi que a Villa dos Galpões é literalmente uma vila com galpões, incluindo ruas, praças e o iscambau.

Fui ver o show com amigos, e eis minhas impressões:

A primeira atração musical da noite foi o Vanguart. Sério, Vanguart agrada todo mundo – se não pelas músicas, que são bem boas, pela simpatia do Hélio Flanders, que é muito gente fina. Perdi as contas de quantas vezes ele agradeceu o público por aparecer tão cedo para vê-los – “5 horas da tarde a gente ainda tá tomando cafezinho”, disse. De quebra, o show foi ótimo, muito mais animado que o do Orloff, e com o público cantando as mais famosas. Nota 7.

Aí fomos dar uma volta e paramos para ver o Animal Collective. O show dos caras é uma viagem completa, com o vocalista soltando grunhidos e gemidos incompreensíveis enquanto distorções eletrônicas faziam o fundo musical. É um tipo de show que tem seu público, mas nós certamente não nos incluíamos nele. Nota 6 para a parte que vimos, pois saímos na metade para voltar ao palco principal.

E ver a Mallu. Ok, a Mallu é toda bonitinha e talentosinha, mas o show dela está totalmente verde, loooonge de ser bom. Além da interação zero (pudera, ela é uma folkista de 16 anos), também contou contra o fato de as músicas serem todas iguais. E a voz monocórdica da Mallu só deixava tudo com cara de mais do mesmo. Tava chato beirando o insuportável. Saímos após três músicas.

Enquanto Mallu terminava seu show, ficamos deitados na grama aproveitando a área verde da Villa dos Galpões. Saímos quando ouvimos os primeiros acordes do show do Jesus and Mary Chain. Fomos para o palco principal, mas, com as eventuais idas ao banheiro no caminho e com o congestionamento de pessoas para chegar no palco, acabei perdendo minha preferida, Head On. Não achava que iam tocá-la logo no começo, tive que me contentar em ouvi-la de longe. Das músicas que eu de fato assisti, Blues From A Gun e Happy When It Rains foram as melhores.

Aliás, o show foi tecnicamente perfeito. Os caras não erram nada, é quase como se você estivesse ouvindo o CD. Só que a interação com o público, de novo, foi nula. Pra falar a verdade, acho que o Jim Reid nem OLHOU pro público. Fazer o que, eles são antipáticos mesmo. Pelo menos tocam bem. Nota 7,5.

Quem foi no Terra ganhou de presente um tubo de ensaio

domingo, 2 de novembro de 2008

Sou mais o ET

Existem muitas coisas de que eu sinto falta, hoje em dia, da TV Globo de antigamente: o chef da TV Colosso chamando a cachorrada pra almoçar (estudava de manhã, então era a única parte que conseguia ver), Caco Antibes falando "calaboca" pra Magda e "você me beijou! Eu gostei!" pro Ribamar, Natasha dançando e caçando vampiros em Vamp (chupa, Buffy), Dercy Gonçalves jogando o Jogo da Velha, He-Man e She-Ra aos sábados, a ponte do rio que cai, Malhação com gente malhando, o cabelo original da Glória Maria...

Mas se tem uma coisa que marcou minha infância do mesmo jeito que ferro quente marca a bunda de gado, foram os ETs do Fantástico. Quem viveu o começo dos anos 90 sabe que, todo domingo, invariavelmente, tinha matéria sobre ET no Fantástico, uma mais bizarra que a outra.

Eu morria de medo, do tipo de dormir com a cabeça embaixo do cobertor, mas assistia sempre. Era o máximo, com as filmagens de OVNIs em vários lugares do mundo, os relatos dos abduzidos, os retratos falados dos ETs... heavy shit.
 
Pois eis que, procurando na net o famosíssimo vídeo da autópsia do ET, me deparei com este blog. Desconheço o autor, mas ele gosta de Calvin, então é meu amigo.
 
O post linkado formula uma teoria interessantíssima:
 
"Explicarei minha teoria: me considero parte da Geração ET do Fantástico.(...) Fazem parte dessa geração os nascidos entre 1984 e 1986, aproximadamente, mas pode respingar um pouco pra cima ou um pouco pra baixo.(...) Este grupo, na verdade, está num grande limbo. Não pertenceu a nenhum grande movimento, não foi pioneiro em nada, e hoje vive com os pés bem plantados no chão. É a geração intermediária entres os grunges da MTV dos 90's e os emos da MTV dos 00's. (...)Atualmente, essa geração está na fase de dar um rumo a suas vidas. Estão vivendo um grande dilema: apesar de não querer virar adulto de uma vez por todas, já não somos mais como os adolescentes "de hoje em dia", que já fazem aos 12 anos coisas que a geração ET nem sonhava em fazer naquela época."

Gente, como diria o jingle, é fan-tás-ti-co! Achei uma descrição perfeita de mim mesmo. Minha geração, que eu até hoje credito a um baby boom pós-ditadura, sempre ficou nesse limbo entre a breguice dos anos 80 e a tecnologia dos 00, meio que presa à identidade dos anos 90, que é, no fim, uma não-identidade. (Ó! Filosofei legal agora hein? Chico Nunes, me liga).

Mas agora eu achei um rótulo pra chamar de meu. Faço parte da Geração ET do Fantástico. Vou até mandar fazer uma camiseta: 100% ET do Fantástico, pra usar quando eu vencer a Copa do Mundo e for levantar a taça.

Depois dessa, vou até fazer comunidade no orkut.
 
ET fidumégua, me roubou noites inteiras de sono e era fake

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"Google is a wonderful tool"

Hoje pedi uma informação para a assessora de imprensa da Nasa (longa história) e ela me mandou procurar no Google.

A humanidade não tem salvação mesmo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Macacos no cinema


Sabe aquela sensação que dá quando você sai de um show? Quando você está cansado, semidesidratado, com os ouvidos zunindo e as pernas doendo, coberto com o seu próprio suor e com o de outras 10 ou 20 pessoas? E quando, mesmo assim, está feliz?

Então, ontem eu tive exatamente essa sensação, mas saindo de um cinema. Fui ver a sessão única de Arctic Monkeys at the Apollo, show gravado que os macacos lançam em DVD no dia 3 de novembro. Essa exibição prévia fez parte de uma ação de divulgação que incluiu várias cidades do Brasil e do mundo.

E foi foda. Com uma edição elegantíssima, o show foge da esquizofrenia visual dos shows de rock da MTV e abdica de quaisquer recursos radicais de edição que poderiam ser aplicados para "melhorar" o material (exceto por algumas muitíssimo bem-encaixadas imagens dos rapazes em A Certain Romance). Todas as desafinadas da banda estão presentes, toda a falta de presença de palco, toda a mania de tocar como se não houvesse um público assistindo.

A graça é que a música deles é boa o suficiente para tornar essas coisas insignificantes.

Aliás, quem for comprar o DVD, deverá esperar apenas por isso: música. Se a idéia é ver os Arctic Monkeys glamourizados e eternizados em vídeo, prefira um Acústico MTV. O que os caras fazem nesse show é tocar. Tocar muito. Tocar bem. Tocar alto.

Mais que suficiente para mim.
 

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Cocô no trabalho (2)

Bom, já que estamos nessa de falar de cocô e eu não tenho assunto melhor mesmo, aí vai mais uma.

Certo tempo atrás, trabalhei numa empresa que tinha dois funcionários, a mulher X e o homem Y, que eram verdadeiros dinossauros ali dentro, já trabalhando no lugar há quase duas décadas. Eram os únicos, também: de resto, a empresa tinha uma rotatividade muito grande no quadro de funcionários.

Uma coisa que precisa ser dita sobre essa empresa é que ela é conhecida por suas regras obsessivas e seu tratamento nazista para com os funcionários. Logo, não é de estranhar que, volta e meia, aconteçam manifestações de revolta. X não é dada a esse tipo de coisa, visto que ocupa um cargo alto, mas eu poderia apostar que Y possuía mágoas guardadas que poderiam explodir em algum momento.

Pois bem, alguns meses após eu começar a trabalhar lá, eu conheci outra pessoa que já tinha passado pelo meu cargo. Essa pessoa, é claro, se lembrava da mulher X e do homem Y. Assim que eu toquei no nome deles, a reação dessa pessoa foi instantânea:

- NOSSA! Eles ainda tão lá?

- Pois é, tão sim.

- Poutz, cara... nunca vou esquecer do dia em que a X apareceu correndo na redação, puta da vida, perguntando quem é que tinha feito cocô e esfregado na parede do banheiro masculino.

*

*

(Depois de uns 20 minutos dando risada e imaginando a cena, está claro pra mim que eu jamais vou esquecer também.)

*

*

Filhotes, se isso não é a prova cabal de que o que eu escrevi no terceiro parágrafo é verdade, nada mais é. Principalmente porque meu interlocutor contou que, na época, a suspeita caiu sobre Y, mas nunca ninguém descobriu o culpado.

É lógico! O sujeito agüentou o nazismo durante anos a fio, acumulando o desespero, até que chegou um momento em que explodiu. Aliás, X e os outros deviam ficar felizes que ele explodiu no banheiro, e não em outro lugar.

Acredite, estar lá dentro faz com que esfregar suas próprias fezes na propriedade alheia pareça uma forma justíssima de vingança.
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Cocô no trabalho

Quem cursou a turma A do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero entre os anos de 2004 e 2007 sabe que cocô não é tabu. Ele faz parte da vida do ser humano.

Eu particularmente não sou adepto do cocô no banheiro do trabalho, por medo de a privada entupir ou algo assim e eu acabar passando ridículo. Pra mim, no trabalho, cocô continua tabu.

Felizmente, nem toda a humanidade pensa assim. Minutos atrás, meu chefe parou as prensas pra dar um recado:

"Gente, esses dias eu fui usar o banheiro e vi que a privada estava com sujeira de cocô. Não na parte de trás, onde seria normal que a coisa se espalhasse, mas na frente. Hoje eu fui lá e está de novo. Não sei se vocês andam fazendo cocô sentados pro lado errado ou algo assim, mas gostaria de pedir que, no caso de algum acidente, vocês limpem a própria sujeira".

E eu, rindo muito por dentro, só fiz que sim com a cabeça, mostrando toda minha consternação com essa preocupante crise no ambiente profissional.

O mais legal é que, tirando o chefe, tem só 6 pessoas na empresa e eu APOSTO que, neste exato momento, estão todos olhando uns para os outros e imaginando quem é inovador que caga ao contrário.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

No ônibus (3)

Daí que, dia desses, eu tava no ônibus, voltando pra casa, e tinha uma mulher em pé, segurando umas sacolas. Ok. Alguns pontos depois, entrou um cara.

Ele e a mulher obviamente se conheciam. Assim que ela o viu, ficou bastante alterada, começou a balançar a cabeça pros lados, se mexer meio freneticamente. Ele chegou perto dela, todo simpático: "Oi, tudo bem?".

A partir daí, a mulher começou a dar piti. Um piti contido, em voz baixa, sem causar, mas claramente um piti. Ela estava puta da vida.

E aí, no meio do piti, ela soltou essa:

- Quando a gente era amante, você me levava nos lugares, agora que nós somos marido e mulher, você não me leva mais.

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(silêncio constrangedor)
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- Pois é, né... - ele disse, enquanto procurava um buraco pra se enfiar.

Aí, tentando minimizar o estrago, ele pegou uma das sacolas que ela carregava e disse:

- Quando a gente era amante, eu não carregava as coisas pra você, agora eu carrego. Hehe.

E depois desse brilhante exemplo de paradoxo do matrimônio moderno, os dois desceram no próximo ponto, cada um com sua sacola.

domingo, 12 de outubro de 2008

O cidadão e a cidade

Fui assaltado ontem. Estava atravessando uma passarela quando um indivíduo chegou e me disse: “é o seguinte: ou você me dá o celular ou eu te encho de pipoco em cima da ponte”.

Não acho que ele estivesse mesmo armado e, se estivesse, não acho que ele iria me matar em cima da passarela, com um monte de gente passando embaixo e em cima. Mas não valia a pena arriscar.

Perdi o celular e virei mais um número na estatística da violência. Normal.

Problema é que eu, na minha inocência, realmente levei a sério esse papo que os PMs fazem na TV de que todos os crimes, mesmo os mais simples, devem ser registrados em B.O. Segundo eles, quando os marginais são presos, muitos dos pequenos crimes que eles cometeram não podem ser incluídos no processo porque ninguém fez B.O., o que estimula a impunidade.
 
Fui lá para a delegacia, com toda a boa vontade do mundo, fazer o B.O. Encontrei o lugar às moscas, literalmente. Fiquei esperando um tempo no balcão até que um cara, com roupa de churrasco de domingo, me atendeu e disse que ia demorar para fazerem meu B.O., porque estavam “com um flagrante” e ia levar “algumas horas”, provavelmente só acabando “depois das 20h”.

Eu já estava me conformando em perder o sábado ali naquela delegacia, esperando, quando surgiu outro cara, com roupa de feijoada na casa da cunhada, me dizendo que roubo de celular podia ter o B.O. feito pela internet. Assombrado com a descoberta da tecnologia por um órgão público, decidi adotar essa solução e fui pra casa.

Maaaas, adivinhem só, o site da Polícia Civil não faz B.O. de roubo de celular, quando há ameaça à vítima. Só faz B.O. de furto. Ou seja, os competentíssimos profissionais da delegacia de polícia, pagos com meu dinheiro de contribuinte, me deram uma informação escabrosamente errada. Como eu não queria voltar lá, liguei para outra delegacia perto de casa e perguntei se eles registrariam meu B.O.

A mulher que me atendeu disse o seguinte: “olha, a gente até atende, mas o problema é que está meio corrido aqui, porque estamos com um flagrante, e acho que só vai ficar mais livre depois das 20h”. 

Engraçado né, que em pleno sábado à tarde, todas as delegacias estavam com flagrante. E que todas iriam poder atender às 20h, quando o turno do dia se encerra e entram os funcionários da noite. A presteza do serviço público é isso aí. E eles conseguiram o que queriam: desisti.

Resultado: no último sábado, fui vítima de crime violento, perdi meu celular e, oficialmente, o Estado nunca ficará sabendo a respeito, a despeito das minhas muitas tentativas.

E viva o Brasil.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Eu e a eleição

Como alguns de meus leitores sabem (alô, tia Vânia!), fui mesário da eleição no último domingo. Não foi minha primeira vez e, para ser bem sincero, não é tão chato quanto todo mundo diz. A única parte que me doeu foi não estar empregado para ganhar dois dias de folga.

Mas enfim, foi uma eleição bem sossegada, como todas. Cheguei às 7h pontualmente e encontrei a Aline, que é minha companheira de mesa desde a primeira eleição. Depois chegou a Maria, que está com a gente desde 2006. E, por fim, o Kenny (sim, esse é o nome dele mesmo), que também é original da turma de 2004.

A maior merda do dia aconteceu logo de manhã. Para ligar a urna, é preciso virar uma chavinha que vem junto dela. Quando fui virar a bendita chave, achei ela muito mole, e avisei pra Aline: "huumm, isso aqui tá mole, vai quebrar". Mas é claro que sou brasileiro e não desisto nunca, e virei a chave mesmo assim. Quebrou.

Se a urna dá problema na instalação, o responsável pela zona eleitoral tem que ligar no cartório, que manda uma nova. Foi o que aconteceu. O problema é que, dado o marasmo que é uma eleição, ainda mais no horário em que a votação ainda não está acontecendo, a troca da urna atraiu uma atenção gigantesca. 

***

TODOS os fiscais de partidos que estavam na zona resolveram dar uma passadinha para ver quem era o cara que "tomou muito toddynho e quebrou a chave". Putaqueopariu, o TRE faz urnas de merda e eu que pago o pato.

Mas enfim, com a urna instalada, a multidão de fiscais entediados dispersou e, depois das 8h, o povo começou a entrar. Nesse ano, por incrível que pareça, não havia nenhum velhinho esperando do lado de fora pela abertura da votação. Deve ter sido o frio, porque foi a primeira vez em que eles não fizeram fila desde as 7h esperando para participar dessa alegria que é a festa da democracia. 

Aliás, eleição para velho é programa de fim de semana. Em eleições anteriores, cheguei a presenciar caravanas de octagenários vindo de ônibus fretado do asilo só para poder votar. Isso é que é não ter nada para fazer espírito cívico!

Outra novidade foi que, em 2008, o lanchinho que o TRE envia para os mesários evoluiu. Antes, os sanduíches eram um de presunto, outro de queijo. Agora, os dois eram de presunto e queijo, veja só você. Mas o Twix deu lugar a um chocolate ruim de coco que é uma versão pobre do Prestígio.

***

De engraçado mesmo, só uma senhora que veio votar, mas não sabia o número de seu candidato a vereador. "Só sei que o nome é Vanderlei", ela disse, e lá fui eu procurar na tabelinha os possíveis Vanderleis que concorriam. 

Filhotes, eram uns sete, e ela tentou todos. A cada tentativa, ela olhava a fotinho do sujeito e analisava pra ver se era o candidato dela ou não. "Não, esse aqui não é. Ele é careca, o meu tem cabelo", ela disse a certo momento.

O problema é que ela testou todos os Vanderleis e não achou o certo. E nisso, como a votação dela já tinha sido iniciada e não podia ser encerrada até ela confirmar o candidato, a fila do lado de fora foi aumentando.

Mas a mulher estava determinada a votar no Vanderlei certo. Por isso, resolveu tentar todos eles de novo. Eu ficava na tabela, ditando os números para ela, e ela na urna, digitando e analisando as fotos. "Não, esse não é! Próximo!". 

Quando chegamos ao fim da segunda rodada e a senhora ainda não tinha achado o Vanderlei certo, ela me perguntou o seguinte: "escuta, tem algum Vanderlei no partido do S*** (candidato a prefeito)?". Tinha, e aí eu passei o número para ela. Quando surgiu a foto, ela ficou olhando, olhando, olhando, e eu perguntei:

- É esse, minha senhora?

- Olha, se não for, vai ter que ser.

E aí ela votou e foi embora, não sem antes de nos chamar de "lindinhos" e "umas gracinhas" e nos convidar pra tomar chá com ela um dia desses.

***

O engraçado é que sou mesário faz quatro anos e nunca tinha ouvido falar dessa história de que o primeiro eleitor tem que esperar o segundo. Eso non ecziste, já diria Padre Quevedo.

Os mesários recebem um livrinho com instruções sobre o que fazer em relação aos eleitores em diversos casos: eleitor que dá piti, eleitor que tenta votar no lugar de outra pessoa, eleitor que vota pela metade e vai embora, etc... E no livrinho não tem (nem nunca teve) nada sobre essa história de o primeiro eleitor ter que esperar o segundo.

Canossa, você foi enganada.

domingo, 5 de outubro de 2008

Candidatos andreenses

Se você lê o Nossa, Canossa, pôde conhecer recentemente a lista dos candidatos a vereador mais toscos de São Paulo.

Fui mesário em Santo André e, como não achei a lista dos nossos candidatos na internet, fiz uma compilação dos melhores a partir da listinha que temos na sala de votação. Não temos celebridades como a capital paulista, por exemplo, mas, em termos de criatividade, estamos pau a pau.

As categorias eu plagiei da Canossa. Confira:

Ala Fulano de algum lugar

Alemão Tattoo
Ângelo da Eletrônica
Araújo do Berrante
Araújo do Clube de Campo
Edson Godoy – Farmácia
Evando do Corinthinha
Hilário Vidraceiro
Iara Cabeleireira
Iracema da Feira
Lu Decorações (sabe tudo de marketing: assumiu a pessoa jurídica)
Luiz Adão Trufas
Márcia do Posto
Marli do Cartório
Mirtes Telemensagem (a melhor da categoria)
Prof. Valim do Avanço
Renato Tapeceiro
Richard do Gás
Ronaldo Veterinário
Sonia Dentista
Tecnólogo Paulinho Moreira
Toninho da Jóia
Toninho da Represa
Vital do RG
Wadão da Academia
Zuza Taxista

Ala Acuma?

Chaves escoteiro
Cruz Mais Você (propaganda da Ana Maria Braga?)
De (como ser o candidato mais falado: troque o nome por uma preposição)
Deputado (e quer ser vereador pra quê?)
Dinha (caravanista) [caravana de onde? Ritmoooo, é ritmo de festa...]
Dona Geruza da Tamarutaca
Felizardo
Gemaria
Gilberto GG
Luci e você (tudo a ver)
Marcio MK Funk
Nobre
Ô Cara (com acento!)
Paino
Papai Noel
Paz de Lima O Bigode
Pinheiro / Pinheirinho (é tipo uma poesia)
Sapeca
Vereadora (outra auto-intitulada)
Walter O Líder do Povo

Ala Pseudocelebridades (vulgo não sou quem você está pensando, mas vai que um monte de trouxa pense que sou...)

Fofão (o apresentador ou a jogadora de vôlei?)
Giba
Hipólito (última tentativa de ganhar alguma coisa em 2008 depois do tombo) 
Joselito (desse pelo menos a gente já sabe o que esperar)
Lobão
Malatesta (certamente, o candidato do Ôrf!)
Ronaldo
Silvio Santos
Soninha (sim, também temos a nossa)
Viola

sábado, 4 de outubro de 2008

Coletiva do Castelo


Na última sexta-feira, fui à coletiva de imprensa da peça Teatro Castelo Rá-Tim-Bum: Onde Está o Nino?, que entra em cartaz no próximo dia 11 em São Paulo.

Eu assisti o Castelo quando pequeno e, ano passado, fiz meu TCC sobre o programa. Se você não conhece a história, saiba o final dela aqui.

O fato é que, durante a produção do TCC, quando a gente enchia o saco das fontes para nos darem entrevistas e cederem material, todo mundo tinha aquele mesmo olhar de "ah, mais um fã chato do Castelo me enchendo o saco".

A coletiva foi a primeira vez em que pude me aproximar das fontes com o trabalho pronto. E eu confesso que fiquei meio ansioso para saber a reação deles. Afinal, o livro ficou bom pra cacete e eu sei que todo mundo que tem algum envolvimento com o programa (seja profissional ou pessoal) gostaria de ter um em mãos.

Filhotes, foi tudo que eu esperava e mais um pouco. O elenco inteiro da peça voou no meu livro, todo mundo folheou e ficou olhando, cobiçando o negócio. Luciano Amaral, por exemplo, olhou o livro de cabo a rabo e autografou "para o meu amigo Victor". Cássio Scapin também curtiu bagarai, e ficou surpreso vendo algumas fotos suas de bastidores.

Dois momentos antológicos: 1) pessoal olhando para a foto do ator que fazia o Etevaldo e dizendo "nossa, a cara dele era assim mesmo!"; e 2) o ator mirim que faz o Pedro na peça me perguntando "nossa, onde você comprou?" e eu respondendo "eu não comprei, eu fiz".

Mira Haar, a diretora da peça (e mãe do Lucas Silva e Silva no Mundo da Lua) até tentou agitar para que nós produzíssemos uma tiragem independente do livro para vender no saguão do Teatro Abril, mas esse é um sonho muito distante, apesar de bonito. E olha que ela se esforçou hein: me levou nos bastidores para falar com a mulher, falou pra eu não desistir de publicar e tal. Mira é gente que faz.

Mas enfim, massageei meu ego, e muito.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tédio, tédio, tédio

Querido diário,

Não tenho atualizado muito porque minha vida anda de molho ultimamente. Uma entrevista de emprego que pode dar em alguma coisa, uns e-mails marketing que podem dar em alguma coisa, uma tentativa de ganhar dinheiro extra que pode dar em alguma coisa... tudo indefinido ainda.

De concreto mesmo, só o fato de que, ontem, eu bati o recorde do Club Pinball do meu celular enquanto esperava ser atendido na Receita Federal. Animado com a conquista (mais de um milhão de pontos, sendo que meu recorde anterior não chegava a 200 mil), procurei joguinhos novos quando cheguei em casa e agora, após um chato processo de desbloqueio, consegui colocar Sonic e outros games legais no meu Nokia. Achei até um jogo da Emanuelle, vejam vocês. Mas esse não funcionou...

Ah! E alguns minutos atrás, eu ouvi da minha janela uma conversa muito interessante entre minha vizinha e o guri filho dela. Ele contava uma história que ouviu na escola de uma amiguinha:

Guri: A Fernanda falou que dormiu de cabeça pra baixo e como ela dormiu de cabeça para baixo ela acordou com dor. Aí quando ela acordou ela foi fazer xixi. Aí ela foi no banheiro e viu o rosto dela cheio de sangue. Tinha sangue na testa, no queixo, na bochecha, em volta do olho..."

(Mãe diz alguma coisa)

Guri: Nããão!! Ela NÃO caiu! Ela dormiu de cabeça pra baixo a noite inteira! Aí ela viu o rosto cheio de sangue no banheiro. Tinha sangue na testa, no queixo, na bochecha, em volta do olho...

(Mãe diz outra coisa)

Guri: Depois? Depois passou, ué. 


UPDATE: só esclarecendo para os mais impressionáveis: a sanguinolenta história acima é, obviamente, um hoax maldoso da Fernanda pra cima do guri. Pessoas não dormem de cabeça pra baixo. E ferimentos que sujam o corpo inteiro de sangue, em geral, não "passam". Mas parabéns às mentes férteis que acharam que era uma história sobre primeira menstruação.

sábado, 20 de setembro de 2008

Coisas que o povo fala

Quinta-feira foi um dia de ouvir coisas surreais.

Começou na faculdade. Estava lá na redação do 3º andar (quem conhece a Cásper, sabe que esse é o andar dos alunos de RP e PP) fazendo uma hora no computador, no maior sossego, quando ouço um grupo de PPetes ao meu lado fazendo comentários entusiasmados do tipo:

- “Olha só quem me poqueou”
- “Me poqueia hein, não esquece”
- “Fiquei poqueando ontem a noite inteira”
- “Meeeuuuuu, olha a Amanda poqueando o Jonatas!!”
- “Beijo me poqueia”

Confesso que fiquei muito intrigado com esse verbo novo que os rapazolas e moçoilas estavam usando, e fiquei prestando atenção para ver o que era. Juro que pensei que fosse tudo... beijar, zoar, trabalhar, fazer carinho... mas não era nada disso.

Pasquale, aprenda comigo: poquear é fazer alguma coisa com aquele bonequinho boiola do orkut, o buddypoke. Essa pequena trolha, grande causadora de vergonhas alheias, adicionou um novo item ao vocabulário de meus colegas de PP.

E na hora que eu vi aqueles homens e mulheres crescidos parecendo garotinhas histéricas brincando de “poquear” como se tivessem 9 anos, meus amigos, eu ri. Por dentro, mas eu ri. Juventude do Brasil é sempre uma inspiração.

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Aí depois continuei meu dia. Estou trabalhando no momento para um cara que já foi meu editor e que eu só vi pessoalmente em uma ocasião, em 2006. Na quinta-feira, o encontrei pela segunda vez na vida. Primeiro comentário dele ao me ver:

“Cara, cê ta gordo hein? Casou?!?”

Sim, ele estava falando sério. Aí eu fui feliz para minha reunião de três horas com ele.

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Para encerrar, Raphael me vem no MSN com essa:

Raphael: Me explica o que é "baldeação"? Não costumo pegar metrô, então não entendo!

Victor: Explico

Raphael: Pra mim é uma caralhada de gente esmagada no trem, gente até pendurada do lado de fora =P

Victor: Baldeação é quando você muda de uma linha de metrô pra outra dentro da estação

Raphael: Ah... eu pensava num balde derramando água, relacionava isso com as pessoas entrando e ocupando os espaços do metrô =P

Victor: AHEUAEHAEUAHEUAEHAEUAHEAUEHAU


Foi uma filosofia muito viajante que ele fez, mas quem usa metrô na hora do rush sabe que ele não está muito longe da verdade.

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Gente, só lembrando vocês de uma coisa muito importante!

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Jesus, me poqueia!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Bêbado no metrô

A história abaixo é verídica, só não é nova. Escrevi umas semanas atrás, mas tá valendo.

Era segunda-feira e eu estava saindo do metrô Sé para ir ao Poupatempo (renovar meu RG de 13 anos de idade, pré-adolescente já). Quando me aproximei da escada rolante, vi um bêbado, mas desses bêbados que, de tão bêbados, parecem caricaturas do boêmio irresponsável, que mal se agüenta em pé e que mija nas calças. Desses que o Tom Cavalcante imita porque virou senso comum da imitação.

O sujeito, completamente entorpecido por causa da marvada, se levantava do chão com muito esforço e rumava, em ziguezague, para a escada rolante.

“Vai dar merda”, pensei, provavelmente compartilhando o mesmo pensamento com as centenas de outras pessoas que passavam por ali e assistiam ao sujeito, hipnotizadas.

O bêbado pôs os pés na escada rolante (naquele comecinho em que os degraus ainda estão todos planos) e, meus amigos, o resultado veio melhor que a encomenda.

Incapaz de manter o equilíbrio com o movimento da escada, o bêbado começou a andar para trás, no melhor estilo Rola o Rolo das Olimpíadas do Faustão. Os passinhos acelerados que ele dava para trás eram tipo um moonwalking sem sair do lugar.

Quando o bêbado finalmente perdeu o equilíbrio e se estatelou no chão que nem uma manga madura, começou a parte II da merda. Como tinha caído em cima dos degraus e não conseguia se levantar, ele começou a subir a escada rolante deitado!

Imagine a cena do sujeito, sujo, maltrapilho e com o bafo de goró saindo pelos ouvidos, esparramado ao longo de uns quatro degraus e sendo carregado escada acima. E com o movimento da estação Sé às 18h testemunhando. Nem os Trapalhões faziam melhor.

Algumas almas caridosas ainda se prestaram a ajudá-lo a se levantar quando ele chegou lá em cima, travou nos degraus e bloqueou a passagem para o resto do povo.

Mas o show já estava feito.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Meu nome não é Valdete

Bom, quem lê esse blog (minha tia Vânia de Botucatu, que comprou uma webcam essa semana, e o Raphael) sabe que atender o telefone na minha casa é sempre uma aventura.

Hoje ligou um cara aqui:

Cara: Oi, eu queria falar com a Valdete.

Eu
: Hum, não tem nenhuma Valdete aqui.

Cara (muito transtornado)
: Ahn... bem... tem certeza? Nossa... ahn... ok, obrigado.

Dali uma hora ele ligou de novo.

Cara
: Oi, eu tenho um fax pra passar pra Valdete.

Eu
: Olha, não tem ninguém aqui com esse nome...

Cara
: Ah... certo... ok então.


Dali mais um pouco ele ligou de novo. Só que não fui eu quem atendi, foi a empregada. E ela deu o sinal de fax. Aí eu fui pegar o fax pra ver.

Gente, eu não sei quem é Valdete, mas, segundo o comprovante de pagamento que me enviaram, ela pagou R$ 660,00 no Bradesco para participar do 12º Encontro de Casais do ABC, organizado pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

Seiscentos e sessenta reais por um encontro de casais? Ok, minha gente, na sua opinião, Valdete irá para:

a) Um swing selvagem evangélico em um resort paradisíaco
b) Uma colônia nudista especial para adeptos da não-depilação
c) Uma balada sadomasô com direito a cruzes de couro e chicotinhos no estilo Império Romano
d) Todas as anteriores

O que quer que seja, tenho certeza de que será inesquecível.




Valdete*, muito sexy, em foto do último Encontro de Casais. Arrasa, garota!

* Foto cortesia do Google.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Hives no Brasil


Foto: Uol

Eu IA escrever um texto novo sobre o show do Hives, mas fiquei com preguiça e vou colocar um que postei no orkut, não me batam ok.

Pois bem, o show do Hives foi ABSOLUTAMENTE FODA, um dos melhores que já fui na vida!

Os caras têm uma poouuutza presença de palco, o Pelle ficava pulando, rodando o microfone, batendo no peito igual o tarzan, subindo na grade (todo molhado de suor, e as minas passavam a mão legal... minha amiga enfiou a mão por baixo da camisa dele). Teve uma hora que ele subiu na bateria até.

O cara não parava de gritar, de animar a galera. Ele falou várias coisas em português, tipo "grita ae", "bate palma", "sai do chão"... aí depois ele pediu pra platéia ensinar ele a falar "i love you" em português, e depois ele ficava falando "te amo, são paulo, te amo"

E o Nicholaus Arson (ou Nicholaus Guitarson, como disse o Pelle) tem a maior cara de maníaco homicida que vai te estuprar depois do show. Ele ficava olhando a galera com os olhos arregalados e a língua de fora, aí cuspia pra trás, pulava, corria pelo palco, ficava agitando a galera, muito master!

Me esgoelei total pra cantar Main Offender, You Dress Up For Armageddon, Die All Right, Return The Favour (com todo mundo fazendo ô ô ô ô ô ô) e depois, no bis matador, Bigger Hole To Fill, Hate To Say I Told You So e Tick Tick Boom. Imaginem a galera toda cantando "tick tick tick tick tick" e o cara só ouvindo... foi muito foda.

As outras bandas? Vanguart: foi correto, rápido e despretensioso. Galera não estava lá pra vê-los e eles não fingiram o contrário. Melvins: ok ok, eles são um estandarte do rock e são tecnicamente perfeitos. Mas escalar Hives e Melvins num mesmo show é sandice. O resultado foi os caras lá destruindo as baterias e o povo bocejando na platéia, torcendo pra acabar logo. Plasticines: minas guitarreiras, agitadeiras, posers (na medida certa) e lindas de morrer. Tocam bem e se esforçaram pra agitar o povo. Me apaixonei pela vocalista. E pela baixista. E pela guitarrista. E pela baterista.

Ah, e eu adorei o momento que a vocal, percebendo que todo mundo só tava esperando elas acabarem pra entrar o Hives, falou:

"Vocês querem ver os hives?"

Todo mundo: "yeaahhhhh"

"ENTÃO VOCÊS VÃO TER QUE ESPERAR A GENTE TOCAR PRIMEIRO"

E aí ela deu um sorrisinho pras outras, tipo "rá, tô sacaneando a rapeize"


E sabem o que é mais legal de tudo? Eu tinha deixado minha câmera em casa por medo de barrarem (teoricamente, é proibido), aí cheguei lá e nem tava pegando nada, fiquei super arrependido, tipo "ah, não vou ter recordação pra levar", e aí o que acontece? O foderoso Chris Dangerous taca a baqueta e eu pego a dita cuja em pleno ar!

SENHORAS E SENHORES EU PEGUEI A BAQUETA DO CHRIS DANGEROUS!

Isso sem falar no encarte que eu autografei com eles dois dias antes na Fnac. Não precisava mais de foto nenhuma. Podia morrer ali no Via Funchal mesmo que tava feliz.

Baqueta do Chris Dangerous: chupa Madonna, isso sim é que é sticky and sweet

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Madonna? Nope

Eu ia fazer um texto explicando por que não vou no show da Madonna, mas você pode pegar este texto aqui e imaginá-lo como se eu tivesse escrito que tá valendo.

Acho digno ir no show da Madonna. Apesar de as músicas dela não serem mais uma sombra do que eram antes (o que é essa mania de copiar Daft Punk, minha gente), acho que a material girl já garantiu seu lugar no Olimpo da música.

E eu pagava para ver. Mesmo com o ingresso mais barato custando R$ 120. Mesmo sabendo que eu provavelmente morreria pisoteado pelos fãs enlouquecidos da mulher. E mesmo sabendo que o setlist atual deixa de fora a grande maioria das canções que eu gosto.

Mas enfim, agora vou guardar meus tostões pro Tim e pro Terra, onde vou acabar me divertindo mais. Tô cruzando os dedos pra Beth Ditto fazer stage diving:

Vem ni nóis, Beth!

Os melhores monstros

Dando continuidade à nossa colaboração com o site Box Fechado (e à minha mania de fazer listas), temos o prazer de apresentar:



E também alguns dos mais bizarros!

Não deixe de baixar ainda o novo podcast sobre a série, do qual eu participei. Link aqui.

Tenho que confessar que ver as pessoas falando de novo sobre Arquivo X, acompanhar as coberturas do novo filme, ler os especiais de revistas e websites, tudo isso foi muito reconfortante para um fã da velha guarda.

Foi como se eu estivesse em 1998 de novo. Valeu, Mulder e Scully, pela viagem no tempo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

39 anos de JN

Estava hove assistindo a TV Globinho (pois é, ando com muito tempo livre) quando aquela japinha que era assistente da Angélica anunciou:

"Hoje é um dia muito especial. Hoje, o Jornal Nacional, o jornal mais assistido do país, faz 39 anos. Ô William Bonner, Fátima Bernardes, toda a equipe, parabéns! Esse próximo desenho é dedicado a vocês!"

Aí eu achei que ia entrar um Carmen Sandiego, um Jonny Quest, ou mesmo um Simpsons (hehe), enfim, algo que pudesse ser minimamente relacionado ao Jornal Nacional.

Mas aí entrou isso:






















Só consigo pensar que tenha sido uma homenagem da TV Globinho aos penteados da Fátima durante todos esses anos:






























Arrasou, Fátima.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Mestre

Por razões profissionais, atendo o telefone de casa falando meu nome. Semana passada, me ligou um cara:

Eu: Victor

Cara: MESTRE?!?

Eu: Ahn... Victor

Cara: MESTRE??

Eu: Não, aqui é VICTOR ouviu ou quer que eu desenhe?

Cara: Não é da casa do Mestre José de Almeida??

Eu: Não, não tem ninguém aqui com esse nome

Cara: Ah, desculpa então...


Confesso que, depois de meu desejo inconsciente de ter um subordinado me venerando e me chamando de mestre ter sido finalmente saciado, fiquei imaginando que tipo de conversa o cara iria ter quando achasse o número certo...

sábado, 23 de agosto de 2008

Olimpíadas my ass - parte 4

As olimpíadas acabaram e, com elas, a nossa série Olimpíadas my ass, que trouxe apenas rankings exclusivos e sem nenhuma chance de serem transmitidos na Globo com Galvão Bueno gritando “acabooooouu” no fim.

Este último ranking é especial para todos aqueles que já sentiram vontade de viver como Adão e Eva, com o vento batendo nos pentelhos e a liberdade sendo expirada por cada poro.

Com vocês,

Os melhores personagens da ficção que usam camisa mas não usam calça

5. Diddy Kong

Nós sabemos que a família Kong não é muito afeita a roupas – Donkey, o patriarca, andava apenas de gravata e olhe lá. Mas Diddy, apesar de ser liso como uma uva madura, talvez devesse respeitar a namorada e cobrir o lado de baixo. Se bem que Dixie também era uma nudista inveterada...

O que o cu tem a vê cas calça: Semi-nudistas sim, pedófilos não. Quando Kiddy Kong entrou para a família, seu macacão infantil tratava de cobrir qualquer indecência.

4. Tiny Toons

Depois dos nudistas Pernalonga e Patolino, a Warner decidiu que sua nova geração de cartoons falantes deveria usar roupas. Mas não calças! Perninha usa sua tradicional camisa azul, enquanto o Plucky usa uma regatinha branca. Já Roy, o demônio da Tazmania, é mais rock’n roll ainda e usa só um girocóptero na cabeça.

O que o cu tem a vê cas calça: Entre as meninas, só a pata Leiloca é adepta da moda ‘camisa sem calça’. Lilica permanece com sua minissaia roxa (e que nunca revela ângulos indecentes, incrível!), mas a gambá Fifi, em compensação, anda só com um laço na cabeça.

3. Wakko

O mais retardado dos Animaniacs só podia ser, obviamente, o mais afeito a andar com as partes íntimas para fora. Sempre com seu bonezinho virado e sua língua pendurada no canto da boca, Wakko saía da caixa d'água da Warner vestindo apenas sua clássica blusa azul.

O que o cu tem a vê cas calça: Wakko provou que o nudismo é um método de eficácia comprovada pra pegar mulher. Volta e meia, o desenho terminava com ele no colo de alguma loira boazuda. Oláááááá, enfermeira!

2. Pato Donald

Senhoras e senhores, uma salva de palmas para o mestre! Ele foi o desbravador, o pioneiro, o grande mito. Semi-nudista desde os anos 30, quando a moda ainda era muito mais pudica, Donald abriu caminho para toda uma legião de desenhos animados que largaram o incômodo das indumentárias e resolveram ser felizes – incluindo seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho, herdeiros do legado.

O que o cu tem a vê cas calça: Donald também foi o criador da maior tradição semi-nudista dos cartoons: não usar calças e, mesmo assim, enrolar uma toalha na cintura ao sair do banho. Gênio!

1. Dino da Silva Sauro

Ser semi-nudista é muito fácil quando você é feito de papel e tinta. Mas Dino da Silva Sauro, nosso primeiro colocado, foi pioneiro em tirar a moda ‘blusa sem calça’ das pranchetas e levá-la para o mundo real. E mais: para dentro do próprio lar! E MAIS: para as telas de TV de todo homo sapiens me-acho-evoluído-porque-uso-calças. O resultado não poderia ser outro senão o sucesso absoluto.

O que o cu tem a vê cas calça: Dino não apenas conquistou o direito de andar por aí com as coisas pra fora, como também espalhou a moda entre amigos e familiares. Bobby e Charlene, os filhos, não usam calças, e você pode apostar que Baby, quando sair das fraldas, não usará também.

Menção Honrosa: Pequena Sereia

Tudo bem, ela tem um rabo no lugar das pernas e não possui, portanto, nada muito indecente para esconder. Mas ela usa um top, não usa? E deve se reproduzir de algum jeito, não deve? Então cabia ali uma saia de algas marinhas, um cinto de conchinhas, uma tanga de crustáceos, sei lá. Mas Ariel é uma sereia emancipada e não tem vergonha de sair por aí com o rabo descoberto.

O que o cu tem a vê cas calça: Responda rápido: você nunca teve vontade de saber como as sereias fazem neném? Pois é, nós também...