sábado, 1 de agosto de 2009

Um Obama pra chamar de seu

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Um dos problemas de ficar em casa em um fim de semana é que você passa tempo demais na internet. Dos sites de notícia você passa para o Orkut, de lá para os sites de joguinhos, e de lá para os blogs, onde dá para passar horas e horas realmente improdutivas vendo coisas como esta:


Não, não é de verdade, mas é preciso tirar o chapéu para a idéia.

Se fosse real, Obama se juntaria a um clube que inclui nomes como Lindsay Lohan, Christina Aguilera e Jessica Simpson – todas celebridades com sua própria sex doll.

E com certeza a do Obama ia vender bem mais que fidelíssima boneca da Sarah Jessica Parker...

De que adiantam “3 fabulous love holes” com essa cara de traveco?
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Em que mundo vivemos?

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Sabe aquelas situações que acontecem aleatoriamente e que te fazem voltar a ter fé na humanidade? Hoje aconteceu uma comigo e eu, sendo eu, acabei solenemente cagando em cima.

Foi assim: fui ver o show de um amigo em um bar. O problema é que, não importa se a apresentação é para 6 pessoas ou para 6 mil, show sempre atrasa. E esse já começava tarde, para um dia de semana: 21h30. Sendo que eu moro em outra cidade.

Ou seja, assisti o que pude e tive que picar minha mula antes do fim. Aí só deu eu levantando no meio do show, passando pelas mesas, incomodando as pessoas. Meu amigo zoou comigo no microfone: "ah, tá indo embora, tem que pegar o trem para Santo André".

Nisso, uma moça bem bonita, que eu nunca tinha visto na vida, me parou e disse: "você mora em Santo André? Eu também... se quiser, te dou carona".

Então eu, em absoluto choque por ver essa demonstração de - Jesus, me segura - solidariedade em plena noite paulista, disse a coisa mais imbecil que alguém poderia dizer nessa hora:

- Er... tem certeza que você quer dar carona para um estranho?

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(espaço reservado para o leitor abaixar a cabeça, cerrar os lábios, esfregar a testa com as pontas dos dedos e dizer "puta que o pariu, bicho burro")
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Além de estragar minha carona, demonstrei por A mais B que a humanidade não presta mesmo.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

100 posts

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Este é o centésimo post desse blog. Um número ridículo, considerando que o endereço tem quase dois anos.

Desde que o blog começou, muita gente legal já veio aqui ler meus posts, comentar e até me linkar. Alguns desses, eu só descubro o maior tempão depois, quando vou olhar os links que serviram de porta para visitantes do site.

Muito obrigado a todos que visitam e que lêem o blog, na cega esperança de que um dia eu poste alguma coisa decente.

Para comemorar o aniversário, vou explicar o nome do Pneumonia. Aliás, não sei por que nunca fiz isso. Com vocês, Garoto Enxaqueca:



Não tem como não amar, né? Passava na MTV na época boa. E é melhor do que a maioria dos programas que passa hoje, ainda.

Mas enfim, com o frio que anda fazendo em São Paulo, é bem provável que eu pegue pneumonia e morra num futuro breve, que nem o Garoto Enxaqueca. Então, deixo um último suspiro: um texto de 2005, minha primeira tentativa humorística de todos os tempos.

Hoje, acho tosquinho, mas tem gente que ainda lê e gosta. Se resolver abrir o link, caro leitor, seja piedoso comigo, eu tinha acabado de entrar na faculdade. Ou pegue pneumonia e morra, seu chato.

“Tá feliz, Garoto Enxaqueca?”, “Tôôôôôôôô” - vocês não sabem o que isso significou para a formação do meu caráter
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sábado, 27 de junho de 2009

Mosquinhas

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Tenho que admitir que eu estava errado quando falei do papel higiênico de casa.

Minha mãe poderia ter feito muito, muito pior. Tipo assim:

A ironia é que, em geral, são as moscas que vão atrás do cocô
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Até mais ver

A homenagem da CNN, a secura do UOL e o sensacionalismo do Terra: não há, de fato, jeito bom de noticiar essas coisas


O mundo se divide em dois grupos de pessoas: o das que amam Michael Jackson e o das que são indiferentes. Porque dizer que odeia – tirando esses ódios birrentos da molecada do Orkut – nunca vi ninguém. E olha que Michael dava motivos.

Eu, que sou do grupo dos indiferentes, não lamento a morte dele mais do que a de outro desconhecido. Só acho chato que ele tenha morrido antes de começar sua nova turnê e ter a chance de provar – ou não – que ainda retinha alguma parte de seu encanto.

Descanse em paz, Michael.

Aposto meu braço esquerdo que essa cena está ocorrendo de verdade neste momento, em algum lugar

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Ah, pera! Tem a Farrah Fawcett também!

Coitada da Farrah. Morreu de câncer anal, prestes a se casar e... perdeu as manchetes do dia para o Rei do Pop.

Tenso isso, porque a morte dela foi sofrida e, aparentemente, lenta.

Fica a lembrança então para um dos maiores ícones dos anos 70 e para um dos penteados mais incríveis que a TV já produziu.

Descanse em paz, Farrah.

Farrah, angel sem holofotes: “te pego na saída, Wacko”
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domingo, 21 de junho de 2009

The Kooks, o show

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Sexta-feira foi dia de show. Para não procrastinar que nem no do Radiohead, resolvi escrever de madrugada, rapidinho, antes que a semana comece. Com vocês:

The Kooks no Brasil

Perninhas: Luke Pritchard ginga muito

Show, para mim, não é uma experiência confortável. Você tem o prazer de ver seu artista preferido ao vivo, mas tem que balancear isso com o fato de que tem um monte de estranhos do teu lado te empurrando, fumando na sua cara ou suando em você. É normal e é o preço que se paga.

O The Kooks subverteu isso na sexta-feira (19/06/09), em São Paulo. Foi, de longe, o show mais tranqüilo da minha vida. O lado bom é que não fui empurrado, não servi de toalha pro suor de ninguém e – choque! – saí sem feder a cigarro.

O lado ruim é que isso só foi possível porque o público do Kooks foi muito, muito ruim. Não porque era composto por gente mais nova – chuto uma faixa etária média entre 14 e 18, o que me fazia sentir num show dos Jonas Brothers – mas porque, durante toda a apresentação, ele não pulava, não cantava, não levantava os braços.

É claro que, se algum fã mais esquentado ler isso, ele vai dizer que cantou tudo e pulou muito. E pode ser bem verdade, mas não muda o fato de que, no geral, o público do Via Funchal recebeu os Kooks com as os pés grudados no chão.

O maior exemplo de empolgação coletiva que se via eram as dezenas de câmeras digitais fixas no ar, registrando cada segundo do show. Aliás, nem fui olhar no YouTube para saber, mas imagino que esse show dos Kooks tenha batido o recorde de gravações amadoras. Tinha muita gente filmando, muita mesmo, o que é quase inexplicável, uma vez que o Multishow gravou e irá exibir o concerto.

(Também achei muito engraçado que, apesar de todas essas câmeras na platéia – ou talvez justamente por causa delas – o vocalista Luke Pritchard esvaziava garrafinhas de água em cima do público ao longo da apresentação.)

A platéia tediosa me decepcionou. Ao fim de algumas músicas, eu chegava a ficar constrangido de bater palmas porque não havia ninguém nos meus arredores fazendo o mesmo. Só fui sentir o chão tremer na última música antes do bis, mas por alguns momentos apenas, porque logo tudo voltou à calmaria. No final, quando Pritchard subiu na grade para cantar colado no público, houve um tumultozinho, mas ainda nada comparado às rodas de pogo dos Hives, para ficar no exemplo mais tenso.

No palco, a banda tocava bem e agradava os fãs com bastante interação e as tradicionais palavras improvisadas em português. Era uma empolgação contida, porém, e esperava-se mais entrega no primeiro e único show que os Kooks fariam no Brasil. Mas deu pro gasto.

Só sei que, no fim, saí sem suor, sem dor e sem cheiro de cigarro, mas também sem alma lavada. Sei lá, um show com público civilizado perde um pouco da graça. Talvez o sacrifício da coisa estimule a catarse, ajude a valorizar o que está rolando em cima do palco.

Do jeito que foi, o show dos Kooks não foi inesquecível. E nem foi culpa deles. Engraçado isso.

Jesus, tô ficando velho.

Os Kooks em cima do palco, com a empolgação que faltou embaixo
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tchau, diploma

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Saiu ontem em todos os grandes sites brasileiros:


Sempre fui a favor da obrigatoriedade do diploma, mas também sempre admiti que a medida era meramente protecionista. Sem a exigência do curso superior, qualquer zé mané que ache que escreva bem e tope receber uma merreca em troca vai querer ser jornalista. E nossa oferta de empregos, que já é pouca, vai ficar ainda pior.

De resto, não há, de fato, algum conhecimento técnico específico no nosso campo que exija uma faculdade para ser adquirido. Na mesma medida, boa parte dos recursos imprescindíveis ao jornalista – como a agenda de fontes e a cara de pau – não são passados aos alunos no curso superior.

Dito isso, vale mais a pena atender o interesse de quem: o da massa popular que “quer” ser jornalista, ou o dos jornalistas formados, um nicho pequeno de trabalhadores representado por um sindicato sem voz? O STF escolheu o primeiro grupo.

E, se alguém quer saber a minha opinião, a verdade é que as empresas grandes não vão mudar. Folha, Estadão, TV Globo, TV Record e afins continuarão contratando profissionais formados porque, nessas empresas, a qualidade do produto jornalístico é recurso reconhecido como atrativo de audiência e anunciantes.

O que vai nos fazer sentir o choque são as empresas pequenas. Essas que fazem revistas corporativas, jornais de bairro, assessoria de imprensa para companhias de pequeno porte, etc. O trabalho nessas empresas, muitas vezes, requer menos técnica jornalística (não menos esforço, deixo claro), e não é difícil imaginar que, assim que seja possível contratar mão-de-obra menos qualificada e mais barata, seus dirigentes não irão hesitar em fazê-lo.

Uma pena, porque quem se dispõe a fazer quatro anos de um curso como o Jornalismo, que nunca foi conhecido por pagar altos salários e passa por crise desde a criação da internet (jornais falindo, alguém?), mostra que tem uma coisa que os outros não têm: vocação.

Vocação: estas pessoas fizeram faculdade de Jornalismo


Estas, não


Vocação, meu caro Supremo Tribunal Federal, você só vai encontrar acompanhada de diploma sim, com raríssimas exceções.

Agora, para o público em geral, resta esperar para ver se sua revista preferida vai continuar a mesma. E, para os estudantes de Jornalismo que estão correndo com seus trabalhos e TCCs, resta torcer para que consigam se destacar entre a turba de paraquedistas com quem irão competir quando saírem da faculdade.

Borat, o segundo melhor repórter do Cazaquistão: breve em uma redação perto de você

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Coelhinhos

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Não adianta: por mais que a gente fuja, a falta de noção materna sempre nos alcança de algum jeito. E nas piores horas.

Minha mãe esses dias resolveu comprar papel higiênico de coelhinhos. Isso mesmo, coelhinhos. Roxos, ainda por cima.

Até aí tudo bem. Problema é que, no dia seguinte, meu irmão ia trazer uns amigos para dormir em casa. Eles vieram e, quando um deles resolveu ir ao banheiro... bem, você pode imaginar.

É curioso que elas só fazem dessas justamente nas horas em que é tudo mais constrangedor. Neste feriado, teremos hóspedes em casa de novo e, de novo, os coelhinhos estão marcando território no banheiro.

Deve haver algum tipo de humor joselito nisso que só as progenitoras compreendem.

Além de coelhinhos, tem coraçõezinhos também
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vida de repórter

 
(Este post está uma semana atrasado, não reparem)

Correspondente da Globo na França, Sônia Bridi é uma jornalista experiente e profissional de respeito. Mas na semana passada, sumiu um avião francês e, pelo que deu pra notar, ela teve que trabalhar mais do que estava acostumada.

Sônia fez o link no Jornal Hoje com cara de sono, mas ainda concentrada. No Jornal Nacional, porém, ela já falava sobre o vôo 447 olhando pro horizonte, com a cabeça longe, mas beeeeeeem longe dali. 

Juro que assisti o Jornal da Globo só pra ver se iam fazer a Sônia completar a tríplice coroa de links no dia, mas devem ter deixado ela ir dormir. Uma pena, porque, com 12 horas de expediente, as expressões faciais seriam ainda mais impagáveis.

Agora sério, fazer link no Jornal Nacional sobre tragédia aérea e pensar em outra coisa ao mesmo tempo deve ser uma façanha. E eu digo isso sem nenhuma ironia. Porque já tentei escrever matérias sobre pintura em vidros e física nuclear pensando nos melhores momentos dos Trapalhões, e não consegui.

Ter cérebro biparticionado, como faz?

Sônia Bridi no Jornal Hoje (1/06), pensando no acidente do Airbus

Sônia Bridi no Jornal Nacional (1/06), pensando se vai dormir com cobertor ou edredom

domingo, 31 de maio de 2009

Como vender chuveiros

Então você tem uma empresa que fabrica chuveiros, vai participar de uma das maiores feiras de construção do país e não sabe como fazer seu estande bombar?

Não se preocupe, a Lorenzetti ensina:

1. Coloque a imagem de uma mulher pelada no estande


2. Coloque a imagem de uma criança pelada no estande


3. Coloque a imagem de um velho pelado e sentado num banquinho no estande


4. SUCESSO! Se isso não fizer seu estande ser o mais ridicularizado comentado da feira, nada mais fará

Repare nos seios masculinos. Os seios masculinos são a cereja do bolo.

domingo, 24 de maio de 2009

Wii have fun

Hoje eu regredi aos 12 anos de idade. O pai da minha amiga veio me buscar para eu ir na casa dela jogar videogame. Chegando lá, jogamos até cansar e comemos pipoca e cachorro-quente. Na volta, meu pai foi buscar.

Mas foi foda. Videogame é coisa linda de deus e quem discorda é chato e mal-amado.

Fora que eu tive a chance de ter a seguinte conversa:

Mãe da amiga: Nossa Victor, como você emagreceu!

Eu: Obrigado!

Mãe: Foi o quê? AIDS?

Eu: Ahm... não...

Mãe: Drogas?

Eu: Ahn...

Mãe: Porque se for droga, me fala qual é, que eu preciso emagrecer também.

Sempre uma alegria, falar de substâncias ilícitas com as pessoas que pariram seus amigos.

Outras coisas importantes que eu aprendi jogando Wii Sports:

- No boliche, jogar a bola em direção ao teto é uma boa tática para conseguir strikes

- No boxe, a melhor estratégia é sacudir os braços freneticamente, meio que encarnando o boneco Lango Lango

- No golfe, tome o tempo que precisar: tente uma tacada, duas, três, vinte e cinco, enfim, quantas forem necessárias até acertar a bolinha

- No tênis, mexer seu personagem como se fosse um bezerro com labirintite, mesmo se a bolinha ainda está longe, é um bom método para distrair seu oponente

Enfim, tardes de videogame ruleiam. Se você não lembra como é isso, compre um Wii, desmarque todos seus compromissos para o fim de semana e seja feliz.

Videogames, fazendo as pessoas felizes since 1977

sábado, 16 de maio de 2009

Cinemax

Acho tãããão chato quando você tá zapeando os canais de madrugada e passa sem querer nos filmes pornôs do Cinemax...

Sério, Cinemax, acordar os pais com o êxtase do orgasmo alheio não é legal...

Shut up, bitch

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Vampiro brasileiro vai morrer de pneumonia

 
Deu no UOL: Chico Anysio está com pneumonia!


Será que ele prefere pegar pneumonia e morrer a continuar na geladeira da Globo?
 

domingo, 10 de maio de 2009

Oasis (parte 4)

 
Parte 4 – O show de São Paulo


Chegamos na fila às 15h e pouco. O show era às 22h e os portões abriam sabe-se lá que horas. Estávamos até que adiantados (não tanto que alguns amigos que chegaram de manhã ainda, para ficar na frente), mas não podíamos entrar de imediato, pois ainda esperávamos pessoas.

Ficar parado na avenida do Parque do Anhembi é uma experiência singular. Pudemos ver a fauna de pessoas entrando para o show, que ia dos indies aos pais com filhos, dos normais aos nerds com camisa do show de 1998.

Outra coisa interessante que vimos foi a Polícia Militar realmente PRENDENDO um cambista, no que deve ser um episódio raro na história da corporação. E o policial fez o serviço completo: deu bronca na turminha que estava falando com ele, deu bronca nos seguranças do evento e fez todo o showzinho para assustar os outros que estavam em volta.

Quando o último elemento do nosso grupo chegou, já passava das 18h. Mas nem foi ruim: peguei um lugar bem bom, umas 10 fileiras atrás da grade (lembrem-se que eram 35 mil pessoas, então 10 fileiras atrás da grade tava ótimo). Além disso, antes do show, encontrei várias pessoas legais bagarai que eu ainda só conhecia pela internet.

Aí começou o que eu mais temia: chuva. Eu jurava que ia dar a mesma sorte que no show do Radiohead, quando todo mundo previu chuva e ela nem caiu. Mas não, dessa vez os metereologistas estavam certos: começou a chover gelado e com vento no Anhembi e eu lá, de camiseta e calça jeans.

Quando o Cachorro Grande entrou, a chuva ficou bem mais forte. Comecei a me molhar de forma bem tensa e cheguei a cogitar comprar uma capa de chuva pelo absurdo preço de R$ 10. Mas mantive minha dignidade e fiquei lá, com os R$ 10 molhando no bolso.

O Cachorro conseguiu duas proezas: 1) fazer um show melhor que o do Rio e 2) atingir o cúmulo da honestidade. Palavras exatas do vocalista Beto Bruno, no final do show: “gente, vocês só têm que agüentar mais três musiquinhas”. Isso mesmo, “agüentar”. Era o que estávamos fazendo oras. Agüentando com boa vontade, mas agüentando. Cachorro Grande tem o meu respeito.

Aí acabou o show e, graças à minha santa aquerupita, a chuva parou. Quando o Oasis entrou, ainda rolava uma água, mas depois ela cessou definitivamente. Isso porque, para o horário, estava prevista tempestade com raios. Chupem, meteorologistas.

O setlist foi o mesmo que no Rio, claro. Mas é uma pena, porque os fãs se esforçam mesmo: levaram até uma faixa pedindo Gas Panic!, que é nada menos que minha música preferida do Oasis. Mas não rolou, para minha tristeza.

Em compensação, tivemos um Oasis muito mais interativo. Liam jogou não uma, mas duas meias-luas (se eu estivesse um metro para trás, tinha chances de ter pego uma), e ele e Noel não paravam de mandar beijinhos e piscadinhas para a platéia.

No geral, a grande diferença entre os shows do RJ e de SP é que, em SP, todas as músicas foram cantadas pela platéia, sem exceção, e o pessoal pulou mais. A força da platéia fez diferença, porque o show acabou ficando mais deslumbrante, mais hipnótico. Me acabei em Slide Away e Morning Glory, de novo. E The Importance of Being Idle foi simplesmente sensacional.

Quando eles saíram depois do primeiro final, a platéia fez algo inesperado e lindo: começou a cantar em coro o refrão de Don’t Go Away, um dos singles do álbum que o Oasis mais renega, o Be Here Now. Durou pouco, mas foi mágico, mesmo. Tive que ouvir a música em casa depois.

Quando a banda voltou, o coro de fãs pediu Whatever, um single sem álbum. Noel fez graça: “esse é o nosso show, quem decide o que a gente vai tocar somos nós, não vocês”. E começou Don’t Look Back In Anger, que foi decididamente melhor que no Rio, principalmente por causa das 35 mil vozes cantando junto.

Pra terminar de destruir, o final matador: Falling Down, Champagne Supernova e I Am The Walrus. Perfeito.

No geral, eu tenho dito para as pessoas que eu achei o show do Rio melhor, mas agora, relembrando tudo, fica difícil escolher. Os dois foram absurdamente ótimos. Até a voz do Liam parece que melhorou só para o Brasil. E olha que a voz do Liam tá tensa já não é de agora.

Para terminar a noite, depois de socializar forte (mas rápido) com os amigos no pós-show, eu e outros dois oasers saímos vagando pela avenida em busca de um táxi que nos levasse ao metrô. Depois de subirmos num táxi em que o motorista nos fez descer porque era “mais fácil chegar lá a pé” (não era), achamos um bendito que topou fazer a corrida. E ele era tão gente fina que até comentou: “foi bom o show hoje né, do Oásis”. Sim, meu amigo, show do Oásis foi foda.

Do táxi para o metrô, do metrô para o último trem da CPTM no sábado. Foi em cima da hora, mas deu. E era o começo do fim de alguns dos dias mais felizes da minha vida.

Ahhh, foi bom demais. Quem foi, sabe. Não tenho mais o que falar aqui. Oasis é eterno.

Oasis, part of the masterplan
 

Oasis (parte 3)

 
Parte 3 – De volta à Paulicéia


Chegamos do show do Rio mortos, é claro. E aí, como não temos noção das coisas, fomos dormir às 2h30 pra acordar às 5h30 e pegar o ônibus de volta para SP.

Eu mal tive tempo de ficar no Rio de Janeiro, mas a verdade é que o lugar nem fazia diferença. O que importava era estar com aquelas pessoas, ali, juntas, compartilhando aquele interesse comum. Então todo o pré e pós-show foram essenciais para a experiência.

Por isso que a viagem de 6 horas de volta pra SP não foi tão chata, e por isso que, mesmo dormindo pouco e com os joelhos dobrados (os colchões do mundo não estão preparados para mim, fato) na noite do dia 7 pro dia 8, eu fiquei muito feliz o tempo todo.

Eu e meu amigo que me hospedou no Rio chegamos na minha casa, na sexta-feira, por volta das 16h30. Demos a sorte de um encontro marcado para a noite ter miado, porque estávamos mortos. Fomos dormir cedo e só acordamos 12 horas depois, no dia do outro show.

Só fui descobrir isso depois, mas Noel curtiu o show no Rio. Direto do blog dele:

These gigs just keep getting better and better. I didn't think we could top Peru, Argentina and Chile but fuck me, last night was easily up there with the best nights EVER! Amazing crowd. I suppose one should expect nothing less from Brazilians, but still - "well done".

Well done pra vocês também, Noel. Showzaço. E faltavam poucas horas para o próximo.

Ache-me na platéia e ganhe uma paçoquinha

(obs.: foto roubada do orkut de não sei quem)

Oasis (parte 2)

 
Parte 2 – O show do Rio


Antes de Oasis, teve a abertura de Cachorro Grande, que pode ser resumida em uma palavra: honesta. Conscientes de que eles não eram as estrelas ali, os cachorros fizeram um show rápido, forte e com várias músicas conhecidas. Não foi ruim, e até que entreteu bastante. Melhor parte foi Samuel Rosa, do Skank, subindo ao palco no final para cantar duas covers dos Beatles com a banda.

Aí acabou a cachorrada e era a hora da verdade. Com um setlist definido e intocável há muito tempo, a gente já sabia o que ia ouvir e até a ordem em que ia ouvir. Mas não fazia diferença, mesmo.

Rock’n Roll Star abriu o show. Ver pela TV o Liam posando para os fãs na ponta do palco é uma coisa. Ver ao vivo é outra. Deu para olhar nos olhos de Liam Gallagher, ver suas órbitas girando e examinando cada pedaço da platéia. Enquanto isso, o irmão mais velho Noel, o guitarrista Gem e o baixista Andy faziam seu serviço com precisão, e oito mil pessoas cantavam em coro que “toniiiiiight, I’m a rock’n roll star!”. Foda.

Lyla foi perfeita, com o baterista mothafucka Chris Sharrock chegando a tocar com as mãos por alguns instantes. E que linda é a marcha dessa música ao vivo. The Shock of The Lightning foi a primeira das novas, uma das melhores do disco de 2008, Dig Out Your Soul. Não fez feio ao vivo.

Cigarettes & Alcohol foi outra cantada em uníssono, seguida pelo primeiro momento mais silencioso do show, The Meaning Of Soul. Eu não gosto muito dessa música, então aproveitei para tirar fotos. Fiz isso depois no show de São Paulo também. Sorry, Gallaghers, essa música não desce pra mim.

To Be Where There’s Life, outra nova, é perfeita ao vivo. Gritar junto com o Liam “Dig out your soooooouuuuullllllll, cause here we go!” é uma experiência única que eu recomendo seriamente. Nessa faixa, o tecladista Jay Darlington, também conhecido como Jesus Cristo, mostra a que veio.

Depois teve o primeiro momento Noel do show. Liam sai do palco e o irmão mais velho canta Waiting For The Rapture, uma faixa ótima do novo disco, que fez todo mundo pular no solo. Em seguida, ele entoa The Masterplan, lado-b da fase áurea do Oasis. Todo mundo conhece e todo mundo canta junto, é um dos pontos altos do show.

Jesus Cristo Jay Darlington e Noel Gallagher

Liam volta para tocar composição sua, Songbird, que também não está entre minhas preferidas. Mas está entre as de muita gente, e o coro é forte. Talvez por a música ser dele, Liam agradece mais que de costume. Bonito.

Em seguida, entra Slide Away, faixa demolidora do primeiro álbum. Não há como não cantar essa música. Não foi single, mas está entre as faixas indispensáveis desse disco. A performance é intensa, emocionante, carrega o público junto. Todo mundo canta a plenos pulmões.

Morning Glory, faixa título do meu álbum preferido do Oasis, vem em seguida. É outra pra destruir gargantas gritando “weeeeelllllll, what’s the story, morning glory”. E aí vem Ain't Got Nothin', outra nova, muito pouco cantada no Rio. Estranho, porque também é bem boa.

The Importance Of Being Idle é uma das minhas favoritas de todos os tempos do Oasis. Noel destrói qualquer um nos vocais e, principalmente, na letra dessa música. “I can’t get a life if my heart’s not in it” – ah, Noel, quem me dera…

Então, I’m Outta Time abre espaço para o mágico primeiro final. Wonderwall, a música mais famosa de todas, é cantada em alto e bom som pelo público, em momento catártico. Supersonic, uma das melhores performances do show, é outra muito cantada. A apresentação acaba e, poucos minutos depois, a banda volta para o bis.

Don’t Look Back In Anger, em que Noel deixa a platéia cantar os refrões sozinha, é emocionante. Lembro de ouvir essa música no repeat, no meu quarto, quando comprei o CD. O piano, a letra, o vocal, tudo muito perfeito, no álbum e no show. Parabéns, Noel.

A minha faixa preferida do CD novo por muito tempo, Falling Down, entra em seguida. A versão é boa, mas a de São Paulo foi melhor, e mais cantada também. Daí vem a apoteose. Champagne Supernova, uma das melhores músicas dos anos 90, continua tão boa como na época em que foi feita. Linda, emocionante, pesada. Saudades dos meus 12 anos...

Para terminar tudo, uma cover dos Beatles, I Am The Walrus. É ótima, mas, com a obra que o Oasis tem, acho um desperdício tocar música dos outros. Podiam dar espaço para Live Forever, que foi pedida durante o show inteiro, mas não rolou.

Última imagem marcante: Liam com uma bandeira do Brasil na cabeça. É meio clichê quando vamos em vídeo, mas ao vivo dá para sentir melhor a simbologia daquilo. Valeu, Liam.

Foi um show realmente muito bom, catártico. Saí suado, cansado, doído, mas não me arrependo de nada, nem por um momento. Valeu tudo pelo Oasis, até o assalto. E eu ainda estava só na metade...

You gotta make it happen - e eles fizeram

Oasis (parte 1)

 
Há tanto para ser dito sobre os shows do Oasis, mas tanto, que eu nem sei por onde começar. Vou fazer 4 posts enormes, então. Coisa de fã, pura e simplesmente, então esteja avisado.

Parte 1 – Redge-An-Airo

Tudo começou quando os shows no Brasil foram anunciados. Eu sabia que queria ir em pelo menos dois. Em primeiro lugar, pela banda, da qual eu gosto desde 1998, época do lançamento de Be Here Now. Em segundo, pelos amigos que iriam comigo.

Após algumas semanas vendendo meu corpo para pagar os preços exorbitantes dos ingressos, comprei minhas entradas para RJ e SP. Negociei a folga no trabalho e tudo, mesmo sabendo dos riscos. E comecei a me preparar. Mal sabia eu queria seria muito, mas MUITO melhor do que eu pensava.

Trabalhei até dia 6 e no dia 7, cedinho, peguei o ônibus pro Rio de Janeiro. 7 horas e dois acidentes na Dutra depois, cheguei à Cidade Marav... err. Maravilhosa? O Rio é feio bagarai. Para onde eu olho tem montanha ou favela. E viadutos, muitos viadutos, com vista panorâmica para as favelas e os prédios velhos. Sem brincadeiras, o Rio me pareceu uma versão maior do Largo do Arouche.

Mas ok, estou sendo injusto, porque não andei pela Zona Sul e afins, que é onde está a beleza do Rio. Mas olhar para o horizonte e não conseguir ver a linha do horizonte, só morros, era tenso.

Agora, querem saber a melhor? Não deu uma hora que eu tinha chegado ao Rio, já estava sendo assaltado. Sério! Fui recebido pelo meu amigo na rodoviária e pegamos um táxi até a casa dele, que era longe. Chegando lá, o taxista cobrou 50% a mais do que indicava o taxímetro, porque “quando a gente pega cliente na rodoviária, tem que cobrar essa taxa”. Mentira deslavada, claro, mas o cara parecia saído do elenco de Cidade de Deus e, nessas horas, o medo de morrer fala mais alto. Pagamos. Ah, Rio de Janeiro...

Bom, chegando na casa do meu amigo, encontrei as meninas que já estavam hospedadas com ele. Demos um tempo comendo bobagem e brincado com Fumaça, a gata, até dar a hora do show.

Como chegamos cedo, pegamos um lugar bem bom na fila da pista vip. E a área de espera era confortável, tinha grama pra sentar e tudo. Quando entramos, ficamos na segunda e terceira fileiras, o que é realmente ótimo, considerando que não madrugamos na fila nem nada.

Sentimos o clima e ficamos esperando. Faltava pouco.

Esta era a distância a que eu estava
 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Diaba

 
Daí que hoje eu estava no Google Images procurando por "sistema nervoso parassimpático" (pois é...) e me apareceu isso:


Depois não consegui trabalhar mais, de vontade de ler o negócio...

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A propósito, estou embarcando em algumas horas para o Rio de Janeiro só para ver o show do Oasis. Sou fã, e como é bom ser fã de qualquer coisa, não? Depois eu conto tudo aqui.
 

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Manequim madness

Andar por São Paulo não é uma experiência para os fracos de coração. Uma esquina errada, uma entrada perdida, um ponto de ônibus passado em branco, TUDO pode e vai levar você para onde Judas perdeu as botas ou para onde o vento faz a curva. Há relatos de pessoas que foram parar na ilha de Lost.

Anteontem, tive uma experiência dessas. Por motivos profissionais, fui para o Belém – o nome não é à toa: ande mais um pouco e você chega à Terra Prometida.

Depois de 40 minutos num ônibus, achei o lugar (tive que andar um pedaço a pé, claro, pois há lugares em São Paulo em que nem as naves espaciais chegam) e fiz o que eu tinha que fazer. Aí era hora de voltar.

Por algum milagre dos deuses, passou um ônibus com o nome de “Terminal Vila Madalena”. Fiquei todo alegre, pois Terminal Vila Madalena = metrô = volta à civilização.

Mas alegria de pobre dura pouco, claro. O ônibus começou a seguir seu caminho e, durante uns bons minutos, não vi nem sinal da Vila Madalena. Mas tudo bem, estávamos longe mesmo, não íamos chegar tão rápido.

Comecei a me preocupar quando vi que meu mp3 player já tinha tocado quase metade das músicas, um fato inédito na história do aparelho. Aí passei a prestar atenção nas ruas pra ver se enxergava algum lugar familiar.

Não achei nenhum ponto conhecido da cidade, mas pude observar algo realmente singular. Há uma rua no Belém (ou sei lá que bairro eu estava àquela altura) só com lojas vendendo manequins. Sabe manequins de loja de roupa? Então, esses, mas sem roupa. Enchendo a loja toda. Enchendo todas as lojas da rua. Em uma rua interminável.

Fiquei com muito medo do mercado varejista de manequins, muito. Descobri que eles existem em todas as formas, tamanhos e etnias, que as manequins-fêmeas têm diferentes tamanhos de peitos e que os manequins-machos têm diferentes tamanhos de protuberância. Em alguns modelos, a protuberância imitava a curvatura do pênis pra direita ou pra esquerda. Ao lado desses manequins com semipênis, manequins de grávidas, manequins de criança e manequins com cabelo da Cher, todos pelados, olhavam para as pessoas da rua com seus sorrisos de plástico e seus olhos unicolores cheios de maldade. Me encolhi dentro do ônibus.

A certo ponto, começaram os manequins eróticos. Vi manequins-fêmeas curvadas, agachadas, sentadas de perna aberta, enfim, uma putaria. A cereja do bolo foi o manequim do Silvio Santos, pelado, é claro. Não era erótico, mas todo mundo que passava dava uma espiadinha na mala do Silvio, e aposto que imaginava a pipa do vovô subindo. Tenso, minha gente, tenso.

Quando eu achava que a orgia de manequins não acabava mais, o ônibus entrou num portal ultradimensional e saiu na Av. dos Estados, perto da Estação da Luz. Desci correndo rumo à liberdade e, em êxtase, quase agarrei um vendedor de vassouras que passava por ali.

Um conselho: não venha a São Paulo. Se vier, não saia do perímetro das estações de metrô. É seguro lá. Caso a pior das hipóteses aconteça e você se perca, procure um mendigo e agarre-se a ele: cheiro de cecê nenhum no mundo pode ser pior do que a vigília sorrateira de um manequim pelado.

Achou tenso? Acredite, meu amigo, você não viu nada

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Adeus, Geocities!

  
Nota do Comunique-se do dia 24:


Aaaaahhhhhh, como assim o Geocities vai fechar, meu?

Onde agora eu vou fazer meus sites com fundo pink vibrante, gifs animados pulando nas laterais e título em Times New Roman corpo 32? Estou inconsolável.

Que grande perda para a humanidade.
 
Website old school no GeoCities: as fotos aleatórias espalhadas por todos os cantos espelhavam o design pobre minimalista
 

domingo, 26 de abril de 2009

Momentos inesquecíveis da TV (1)

 
Às vezes me dá na cabeça fazer umas coisas aleatórias só porque sou bobo mesmo. Tipo hoje, quando resolvi rever o vídeo da velhinha de Páginas da Vida.

Eu adoro esse vídeo. A parte em que ela diz que acordou com a perna suspensa e com a calcinha na mão quase me faz cair da cadeira. Não só por causa da alegria desavergonhada com que ela diz isso, mas também por causa do silêncio que ela faz depois, que deve ter constrangido alguns milhões de telespectadores em suas respectivas casas ao redor do Brasil.

Esse não é o único ponto bom do vídeo. Por causa dele, também descobrimos que existem pessoas que colecionam LPs do Roberto Carlos, que existem pessoas que fantasiam sexualmente com Roberto Carlos e que existem pessoas que acordam TO-DAS BA-BA-DAS por causa do Roberto Carlos! Jesus, o Rei tem muito sex-appeal.

O engraçado é que, no dia em que esse depoimento passou, eu estava na sala da casa da minha avó, com as minhas primas, assistindo TV. Vimos a velhinha relatar seu orgasmo no gloriosíssimo momento em que ele foi ao ar. Lembro que minhas primas deram gritos de nojo, protestaram contra o grotesco de colocarem aquilo no ar, enquanto eu me acabava de rir no sofá.

Na semana seguinte, o caso repercutiu tanto que quase perdeu a graça. O orgasmo da velhinha virou tema de discussões sobre conteúdo inapropriado e ética na TV. O UOL chegou ao cúmulo de fazer uma enquete sobre os depoimentos de Página da Vida (no qual 47% dos internautas, inacreditavelmente, classificaram os relatos como “exploração”). Burocratizaram o orgasmo da senhorinha, coitada.

Prefiro imaginar que a polêmica não existiu e que a velhinha do vídeo, que deu seu depoimento sorrindo, nunca foi constrangida pela falsa moral dos outros.

Além do que, se não fosse por esse vídeo, a internet nunca eternizaria por tabela o momento final do capítulo, em que Ana Paula Arósio é atropelada por uma bicicleta. Life is sweet.

Velhinha do orgasmo te despreza
 

terça-feira, 14 de abril de 2009

William na balada


Meu subconsciente se supera.

Esta noite, eu sonhei que era amigo do Príncipe William. Nós estávamos num bar, esperando para ir para uma balada (um programa que não é a minha cara e nem a dele, note-se), e a balada era aniversário de alguém. Eu não lembro se era aniversário dele próprio ou de Lady Di, que no sonho estava viva e bombando. Só sei que, quando chegávamos na balada, o segurança parava a gente e ameaçava não deixar a gente entrar. Aí William virava macho e falava:

- Não vai me deixar entrar é? VOU TER QUE CHAMAR MINHA MÃE?

Nisso ele puxava a carteira do bolso, que era tipo dessas que vendem na 25 de Março, e mostrava a identidade. Na identidade do Príncipe William tinha uma foto da Princesa Diana, acreditem. Aí o segurança ficava assustado e deixava a gente entrar.

E depois nós dois, só na malandragem, ainda ficávamos zoando o segurança por não saber que ele era filho de Diana. Aí o sonho acabava com a gente entrando na balada.

Agora, o mais impressionante é que o sonho era em inglês. Como se não fosse o bastante, meu inglês era perfeito, brilliant, orgulho da Rainha. Falava com William de igual para igual, inclusive usando gírias e tirando umas com a cara dele. A propósito, eu sou mais engraçado que ele.

Juro que sonhei mesmo tudo isso. Antes que alguém pergunte, não, eu não sou obcecado pela Família Real Inglesa. Pra falar a verdade, já fazia uns meses que eu nem lembrava que Príncipe William existia.

Mas sei lá né, talvez essa seja uma indicação de que eu nasci para viver como um nobre. Ou como um baladeiro mimado folgado. Façam suas apostas.

Meu novo BFF e duas minas que conhecemos na balada... safadjénho

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Orgulho da classe

Como o leitor sabe, eu sou jornalista. A amiga abaixo também é. Leia o que ela tem a dizer a respeito:


O que mais me dói é saber que, apenas por trepar toda noite ser casada com o dono da RedeTV, Daniela Albuquerque deve ganhar mais em uma semana do que eu ganho em um ano.

Mas também, quem mandou eu passar a infância tomando Nescau, né?

domingo, 5 de abril de 2009

A vida e a avenida

 
Continuando a linha “coisas que vi faz tempo mas só agora tive saco de escrever sobre”, resolvi falar de Avenida Dropsie, que vi pela terceira vez no sábado retrasado.

O prédio

Avenida Dropsie é uma peça montada pela Sutil Companhia de Teatro e baseada livremente nas graphic novels do grande Will Eisner. Em vez de adaptar uma história só, o roteirista e diretor Felipe Hirsch pegou episódios de obras como Avenida Dropsie, O Cortiço, Nova York – A Grande Cidade, Pequenos Milagres, A Life Force e sabe-se lá quais outras, e misturou tudo numa história em que personagens viram coadjuvantes perante o elemento que os une – a avenida.

A avenida, entenda-se, é metáfora da cidade, e está representada, principalmente, pelo belíssimo edifício de dez metros de altura, três andares e muitas janelas no fundo do palco, único cenário do espetáculo. É dali que os moradores da Avenida Dropsie, em alguma década indefinida do começo do século passado, observam os bêbados, os mendigos, os apressados, os enamorados, enfim, os muitos tipos da cidade grande que Eisner tão bem representava em seus livros.

Ao longo de quase duas horas de peça, esses personagens – a maioria sem nome – vêm e voltam em historietas ora engraçadas, ora dramáticas, ora curiosas, ora estranhas. Todas curtas, com duração de minutos, mas eternas enquanto duram. Como em uma cidade de verdade.

O roteiro, bem amarrado, não deixa o espetáculo ficar efêmero por falta de uma trama principal. E faz bom uso dos recursos técnicos para manter tudo interessante. Entre o público e o palco, uma tela transparente recebe a projeção de balões de fala sobre os personagens, como nas graphic novels, e também de animações que separam os capítulos da peça, se é que assim eles podem ser chamados. A certo ponto, chove no palco, e os atores, encarnando personagens diversos, correm afobados tentando escapar da água.

Tudo isso é pontuado pela narração afável de Gianfrancesco Guarnieri, com seu notável sotaque italiano casando perfeitamente com a voz de velhinho que a idade lhe trazia na época da gravação. Gianfrancesco morreu em 2006, ano de estréia da peça, e reencontrá-lo agora em 2009 é um prazer saudável, principalmente para quem teve a infância marcada pela atuação do homem como o Seu Orlando do seriado Mundo da Lua.

As pessoas

Essa foi a terceira vez que vi Avenida Dropsie. Assisti pela primeira vez na estréia, em 2006, junto às cerca de 40 mil pessoas que viram a peça no Teatro Popular do SESI. No mesmo ano, arrisquei minha pele andando por Santo Amaro à noite só pra rever o espetáculo no Teatro Alfa. E agora, com ela de volta ao SESI, tão perto de tudo, não poderia deixar de assistir novamente.

Tecnicamente, não digo que fica melhor a cada vez que assisto porque a primeira versão, que tinha Magali Biff no elenco, continua imbatível. Mas toda vez que vejo Avenida Dropsie sinto uma certa paz de espírito parecida com a que sentia quando era criança e via aqueles filmes infanto-juvenis dos anos 80, como Os Goonies e História Sem Fim.

É engraçado notar que essa sensação não vem da peça em si, pois a linguagem de Avenida Dropsie não é infantil. A visão mostrada é, pelo contrário, a de alguém com muita idade, que já conhece aquela cidade tão a fundo que se despe de vaidades para falar sobre ela. Mas que nem por isso deixa de falar com carinho, com humor.

Will Eisner era mesmo um gênio, por saber narrar uma história assim, e Felipe Hirsch e sua trupe são outros, por saber adaptar esse estilo tão bem.

Eu não sei se Avenida Dropsie volta a entrar em cartaz (na teoria, a apresentação de ontem, dia 4, era a última de todas). Se voltar, peça demissão de seu emprego, perca o vestibular, venda um rim, mas não deixe de ver. Não importa quantas continuações façam para The Spirit, Avenida Dropsie é a adaptação definitiva de uma obra de Will Eisner.

A chuva (insira aqui sua piada maldosa sobre São Paulo)

sábado, 4 de abril de 2009

O show do Radiohead

 
É, o blog tá meio às moscas né, mas não tem problema, porque tia Vânia tá com o PC na assistência técnica mesmo.

Tanto é que hoje vou falar de um assunto de 15 dias atrás. Com vocês:

Meu show do Radiohead

"This is what you get, when you mess with us"

Eu não sou fã do Radiohead. Nunca fui. O mais perto que cheguei de ser foi gravar o clipe de Fake Plastic Trees em VHS, na época em que passava, e ficar assistindo repetidas vezes na sala de casa, de tão legal que era. Mas isso eu fiz com muitos clipes.

Quando anunciaram o show, há tantos anos prometido, resolvi comprar um ingresso. Achei que, até a data chegar, dava tempo de gostar da banda. Fora o fato de querer saber o que o Radiohead tinha que atraía tanta gente.

Procrastinador como sou, deixei pra ouvir Radiohead só quando o show já estava perto. Gostei das músicas do The Bends. Dormi nas do Kid A e Amnesiac. O disco novo, que eu já tinha ouvido na época do lançamento, não fede nem cheira. Gostar mesmo, de viciar, só de uma música, Just. Previ então muitos bocejos para o show.

Meu pai do céu, nunca foi tão bom estar errado. O Radiohead tem um show demolidor, que pega você pela garganta mesmo. Músicas intensas, envolventes, tocadas com vontade, e sem sinal de egotrip. Sabe quando você faz bem um trabalho, porque já faz há muito tempo e conhece o processo de cabo a rabo? O show do Radiohead é assim, um show de gente que se especializou em fazer isso.

Claro que as músicas ajudam, outro mérito da banda. Quem tem no repertório uma Karma Police, uma Jigsaw Falling Into Place, quase não tem como fazer feio. E que bonito foi ver as pessoas cantando Paranoid Android depois do fim da música, e Thom Yorke retomando a canção por causa disso. Ou o coro de 30 mil pessoas cantando Creep (alguém na face da Terra não sabe o refrão dessa música?).

Detalhe que não tocaram Just, grande injustiça. Mas tocaram Fake Plastic Trees, que me lavou a alma, de verdade.

O festival de luzes e cores no cenário, que eu sempre tive como desnecessário para um show de rock, foi um espetáculo à parte. Me fez mudar de opinião, até. Os recursos técnicos, quando usados com competência e bom senso, podem sim ser um complemento perfeito para o som. Nesse show, eles eram a encarnação visual e estroboscópica do delírio das músicas. O transe era quase automático.

Foi um dos melhores shows da minha vida. O que os Hives esbanjaram em presença de palco, o Radiohead compensou (e ultrapassou) com a combinação perfeita entre música e cenário. Valeu o dinheiro do ingresso e o stress com a péssima organização. Espero um dia poder ver de novo. Com a mesma energia. E com Just, se der.

 

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tá virando palhaçada

 
Não bastasse ser chamado de Evita ao telefone, esses dias recebi um e-mail com o seguinte título:

"Por favor Kely, conforme falamos, reencaminhe este e-mail para o mailling de vocês, Grato, Rudi. MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DO JORNALISMO"

Kely? KELY?? Olha, se eu resolvesse me converter ao travestismo, com certeza eu não usaria o nome de Kely. Um L só é coisa de rampeira, né? Eu escolheria algo mais sexy e ousado, tipo Gygysllaine.

Obs.: não, este blog não morreu. Aguardem-me.
 

sexta-feira, 13 de março de 2009

Diva ao telefone

Eu me pergunto se sou eu que falo muito errado ou se são as pessoas que ouvem muito mal mesmo. Ontem eu tava no trabalho e precisei ligar pra uma pessoa.

Eu: "Alô, aqui é Victor, da revista Xis, tudo bem?"

Alô: "Quem?? EVITA??"

(silêncio constrangedor)

Eu: "Não... Victor"

Alô: "Ah.. er... hum... sim... ok, só um minuto..."

Já fui confundido com Vinícius, Válter e até Vívian, mas Evita é a primeira vez.

Nessas horas, eu sempre me arrependo de ser educado. Se eu tivesse seguido meus instintos, começava a cantar Don't cry for me Argentina no mesmo segundo.

Evita, minha sósia: a voz pode até ser igual (cof cof), mas eu nunca conseguiria ter uma franja tão stáile

segunda-feira, 2 de março de 2009

Quando surge o alviverde imponente...

Querido diário,

Hoje é segunda-feira e eu tô feliz, porque o fim de semana foi beeeem bom. O melhor dos últimos meses. Não vou contar a história inteira porque não tem nada a ver com o blog, mas o dia de sábado, pelo menos, merece um texto. Com vocês:

Meu debute no Palestra


Sou palmeirense desde sempre e nunca tinha ido ao Palestra Itália. É uma vergonha, eu sei, mas o fato é que sou o único palmeirense da família, então nunca tive companhia. Fora que, por morar em Santo André, qualquer estádio pra mim é longe – menos o Bruno Daniel, é claro, onde tive o prazer de ver o Ramalhão vencer duas vezes.

Quando a Canossa me chamou para ir ao Palestra ver o jogo contra o Guarani, eu fiquei meio com o pé atrás. O Palmeiras ia jogar com os reservas, havia o risco de chuva e o jogo era contra, bem, o Guarani. Mas beleza, depois de muito combinarmos, fomos.

Só que, sendo Canossa e eu, é lógico que tinha que dar merda né. O primeiro perrengue foi pra comprar os ingressos: como a bilheteria do Palestra iria estar meio infernal, decidimos comprar os ingressos na bilheteria do Bruno Daniel (sim, eles vendem lá) e depois ir até a estação Imigrantes do metrô, onde deixaríamos o carro estacionado e seguiríamos para o estádio de metrô e ônibus.

Prevíamos no máximo 10 minutos comprando ingresso, mas levamos meia-hora. O motivo: os ingressos para o jogo de terça-feira, válido para a Taça Libertadores, tinham começado a ser vendidos no dia anterior, e o negócio tava bombando. Pegamos uma fila média, mas lenta, porque o pessoal tava comprando ingresso pra família, pros amigos, pros vizinhos e se bobear até pro cachorro.

Com o atraso, o pai da Canossa, que estava junto, decidiu levar a gente até o metrô. A idéia era que ela mesma guiasse a gente, mas como o pai dela é mais experiente no volante, concluímos que ele chegaria lá mais rápido. E fomos.

(Antes que vocês me perguntem, sim, minha carteira de motorista é de enfeite.)

Pegamos o metrô e descemos na Av. Paulista, de onde pegaríamos o ônibus para o estádio. Aí o ônibus começou a demorar. Quando finalmente avistamos o dito cujo, vimos ele se aproximando, se aproximando e... passando reto?

Putaquepariu, estávamos no ponto errado. Maldita Av. Paulista com seus pontos de ônibus segregados.

Mas conseguimos chegar ao estádio em tempo, e pegamos bons lugares.

O jogo

Na falta de Keirrison, Edmilson e cia., tivemos que dar gritos alucinados para o... ahm, Lenny. Fora ele, eu só sabia os nomes do Marcos e do Pablo Armero. E do Jece, claro, que deveria adotar o sobrenome Valadão, tamanha é a vontade que tenho de pronunciar o nome duplo.

Primeiro tempo foi dose. Palmeiras corria, conseguia criar muitas jogadas pelo lado esquerdo, mas, mal-posicionado, pecava por nunca ter finalizadores no local certo. E o Guarani, com um atacante mal-marcado, se aproveitava dos contra-ataques pra levar perigo. Um gol legal foi anulado. Lenny sofreu pênalti, Marquinhos (who?) cobrou pra fora. A primeira etapa terminou no zero, e eu e Canossa começamos a nos achar pés frios...

No segundo tempo, mais desgraças. Marcos lesionou e foi substituído. A zaga do Palmeiras, ainda desorganizada, disputava bolas consigo mesma. Quando o relógio bateu 30 minutos, eu e Canossa já estávamos nos desculpando com os deuses do futebol por termos tirado os pés do freezer e levado até o estádio.

Aí, quando o jogo parecia rumar para um ingrato empate, surgiu a luz. Deyvid Sacconi (who?) entrou no lugar de não-sei-quem e achou um gol. Gol! GOOOOOOOOOOOLLLLLLLLL!!!

Que lindo! As organizadas batucaram forte, a bandeirona gigante passou por cima de nós (primeira vez que participei disso) e os muitos pais e filhos que estavam no estádio se abraçaram e comemoraram juntos. Bonito. Valeu.

Acabado o jogo, com vitória suada, mas merecida, seguimos a massa palmeirense até a estação Barra Funda e tomamos nosso caminho.

Deve ter sido o jogo mais fuleiro do Palmeiras no campeonato, mas foi lindo, de verdade. E não choveu =]

Nozes no Palestra, bem enquadrados - o melhor é o cara lá atrás walking like an Egyptian

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Beyblade

 
Conversa surreal do dia:

Jessie diz:
eu briguei com meu primeiro namorado pq ele quebrou minha beyblade
: Luciana : diz:
sua o q?
Victor diz:
AHEAUEHAEUAEHAUEAHEAUEHAEUAEHAUEAHEUAEHAUEAH
Jessie diz:
beyblade
Victor diz:
RI ALTO
raphael. diz:
ahuahuhauhaahu
Jessie diz:
eu tinha 10 anos ok

E o melhor é que, muito tempo depois de ter passado, o assunto fez um retorno triunfal:

Jessie diz:
só conheci uma sogra ._.
Jessie diz:
e ela veio pedir desculpa por ele ter quebrado minha beyblade

Beyblade, para os 99,9999999999% da humanidade que não sabem, são uns piões japoneses que estrelavam um desenho na linha de Pokemon.

O mundo nunca deixa de me surpreender.
 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Câmera escondida?

 
Devo dizer que acho perfeitamente normal e totalmente não-irônico que o prédio da Telefonica PEGUE FOGO enquanto metade de São Paulo agonize embaixo d'água.

Tão normal como seria Paris Hilton ganhar um prêmio de moçoila mais casta, ou Amy Winehouse estrelar uma campanha contras as drogas, ou os Guns N'Roses serem publicamente reconhecidos pela rapidez com que trabalham.

Ou ainda tão completamente aceitável como Lacraia sair na capa da Playboy, Tiririca virar professor de português ou Michael Jackson fazer propaganda de dilatador nasal.

Às vezes acho que o mundo é uma câmera escondida do Topa Tudo Por Dinheiro.

Ivo Holanda, grande mestre: "Tão normal quanto Angela Bismarchi dizer que é virgem"
 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Abs. my ass

 
Todo mundo tem alguma merdinha cotidiana que odeia em silêncio. Eis a minha: “abs”.

Você não sabe o que é abs? Eu explico. Abs é aquele cocozinho que paira sobre os nomes de quem escreve e-mails gigantescos explicando por que não pode te ajudar com o que você precisa, mas tem preguiça de digitar 4 letras a mais para escrever “Abraços”.

E aí fica aquele trequinho lá: “Abs., Maria”. “Abs., Marcos”. “Abs., Luiz da Confeitaria”. Você recebe e fica imaginando que porra é essa que não é uma palavra. Não é uma saudação formal nem informal. Não é nem uma porra de uma abreviação verdadeira! Podia ser “abdominais”, “absurdos”, “abastados”, “abestalhados” – esse último muito apropriado pra quem usa esse negócio.

Às vezes as 4 letras que faltam seriam compensadas com folga se o cara não colocasse que é “Gerente comercial, Departamento de Vendas, Repartição B, Cubículo 37, Se você ver a samambaia, foi muito longe”. Ninguém tá pouco se fudendo mesmo, economize o teclado. Mas nããããão né? O nome, cargo, manequim e número do sapato são essenciais né? Não dá pra mandar e-mail sem. Mas “abraços”? Ai, tô sem tempo, vai abs. mesmo.

Não há justificativa para abs. Quem usa diz que é prático. Prático é um dos Três Porquinhos, meu filho, abs. é a putaquepariu.

A justificativa verdadeira é que ninguém quer ser formal demais para dizer “obrigado” e nem informal demais para dizer “abraços”. Aí vai um híbrido, uma deformidade genética da língua portuguesa que vai do nada ao lugar nenhum em três letras e um ponto final.

Fico realmente revoltado. Acho desrespeito para com o cidadão trabalhador que trabalha trancado numa sala com o Outlook Express e tem que ler essas aberrações em forma de saudação. Imoral, minha gente, imoral.

Quando eu tiver minha própria empresa, responderei todos os e-mails com “abs” dizendo: “Absalom pra você também!”.
 

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Jason is back, baby!


Hoje eu fui ver Sexta-Feira 13, o remake. Na inviabilidade de achar alguém pra ir comigo, fui sozinho. E ok, confesso que eu esperava mais, mas não deixei de sair do cinema satisfeito. Jason é vida!

Comecei a gostar de filmes de terror nos bons tempos de Cine Trash, da Band. Antes disso, porém, quando eu era mais pequeno, já ficava espiando as capas dos VHS de terror sempre que ia na locadora alugar fita de videogame. Era o máximo! Eu ia pra seção de terror com o Donkey Kong nas mãos e ficava lá espiando os Faces da Morte, Horas do Espanto, Amityvilles e afins que pipocavam nas prateleiras.

Eu lembro inclusive de uma fita chamada Autópsia que era, pura e simplesmente, a filmagem de uma autópsia real, feita para fins acadêmicos, mas lançada em vídeo para fins capitalistas. A capa trazia a defunta peladona e o carinha com o bisturi em riste. Essa fita, devido à absoluta falta de noção da locadora, ficava do lado do caixa, e aí eu sempre dava uma espiadinha enquanto a atendente afro-ruiva registrava meus pedidos.

(A atendente afro-ruiva, inclusive, fazia uma cara de cu espetacular quando me pegava olhando pra tal fita. Ela sumiu depois de um tempo, mas jamais esquecerei sua impagável expressão que misturava ódio, desprezo e amargura-de-estar-aqui-atendendo-adolescente-enquanto-minha-carreira-de-modelo-atriz-e-manequim-não-decola.)

Mas voltando. Eu adorava que, nos anos 90, os filmes de terror dos anos 80 ainda não eram cults o suficiente pra ficar aparecendo em listinha de revista teen. Jason era coisa de gente feia e mal-lavada. Era quase socialmente condenável, pelo menos na minha visão de guri de treze anos. Talvez por isso fosse tão legal ver Cine Trash escondido, e depois o TV Terror. Assistir chacina carnavalesca era minha subversão adolescente.

Daí que, depois de anos vendo aqueles filmes com assassinos mascarados e mortes sangrentas, de repente me vi carente dessas produções. Nada bom do gênero slasher foi feito dos anos 90 pra frente. Pânico é uma bosta completa, sorry, e os genéricos também. A única coisa digna de nota foi Halloween H20, que trouxe Michael Myers, o maior de todos, em boa forma.

E agora temos esse Sexta-Feira 13 novo, com peitos de fora, mortes sangrentas e tudo mais a que temos direito. Não é tão bom quanto os filmes velhos e tem alguns absurdos (Jason usando arco e flecha? Q), mas no geral, vale a sessão.

E me lembra os bons tempos que eu passei debaixo das cobertas vendo o velho Jason apunhalando, esfaqueando, empalando, decapitando com socos, enforcando com arame farpado, esmagando crânios com as mãos, atravessando estômagos com o braço, arrancando corações na unha e tudo mais que a galera gosta.

Bem-vindo de volta, Jason!

Jason analisa a nova safra: “Crianças japonesas, zumbis que correm, uma bruxa que não aparece... ai minha paciência”

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tesouros

 
Essa semana tirei uma foto de nerdices diversas que tenho guardadas aqui em casa para colocar no orkut. Foi tudo: pôsteres, DVDs, livros... até minha caricatura que eu ganhei na formatura da faculdade.

Tem muita coisa rara ali, do tipo que eu pretendo guardar pra vida. Por exemplo, o exemplar de Mesa Para Dois, de Fábio Moon e Gabriel Bá, autografado por eles em um bar de São Paulo meses antes dos dois ganharem os maiores prêmios dos quadrinhos 
mundiais.

Ou o Sandman autografado pelo próprio Neil Gaiman, o qual eu fui até Paraty (RJ) pra conseguir, em pleno caos da Flip. Ou os meus South Parks, que eu comprei um a um numa loja de colecionáveis, torcendo para que não esgotassem antes de eu completar a coleção.

Mas acho que, de todos os itens, o mais valioso é o pôster do Garbage. Não valor monetário, que deve ser baixo, mas sentimental.

Explico: quando me tornei fã do Garbage, a banda estava na crista da onda. Seu segundo álbum tinha sido indicado ao Grammy, eles eram responsáveis pela nova trilha de James Bond, Shirley Manson aparecia nas capas das principais revistas musicais... foi a época dourada da banda.

Por isso a espera pelo Beautifulgarbage, o terceiro álbum, foi tão agoniante. O mundo inteiro queria saber o que eles fariam em seguida. E, quando o álbum saiu e não era nada do que ninguém esperava, muita gente ficou meio perdida e muito órfã daquela banda pop que dominava as rádios dos anos 90. Inclusive eu.

Corta para dezembro de 2001, no dia em que eu, tranqüilo, andava pelo calçadão da minha cidade à procura de um presente de amigo secreto. Entrei numa loja de CDs qualquer e, de repente, vi o pôster do Beautiful pendurado na parede. 

Pirei legal na hora. Toda minha paixão pelo Garbage bateu forte, e eu só sabia que precisava ter aquele pôster. PRECISAVA.

Pedi pro atendente da loja. Ele falou que não podia me dar isso, que só o dono podia permitir, e o dono não tava, e blá blá blá. Eu insisti e, vendo que não ia dar jogo, parti pra barganha.

Eu: “Olha, se você me der o pôster, eu compro alguma coisa dessa loja”

Ele: “O que você compra?”

Eu: “O que você tem de bom?”

Ele: “Bom, a gente tá com o CD novo da Ivete San...”

Eu: “EU COMPRO!”

E comprei mesmo. E assisti feliz (e quase babando) enquanto ele tirava o pôster daquela parede e enrolava pra mim.

Juro pra vocês, saí daquela loja cantando. Esqueci completamente das críticas ao terceiro disco e só fiquei feliz, muito feliz, de estar com o pôster dele nas mãos. Voltei a ser o moleque deslumbrado que assistiu o vídeo de “Push It” na MTV pela primeira vez pulando na sala.

Levei o pôster pra casa e deixei ele na minha parede por muito tempo. Hoje, como ele está um pouco machucado nas bordas, guardo enrolado. Volta e meia, ainda abro pra olhar.

E meu amigo secreto daquele ano ficou com o CD da Ivete. Acho que o bichinho nunca saiu do plástico... mas fazer o que né, não dá pra fazer omelete sem quebrar os ovos.

 Minhas nerdices: o pôster é o que tem essa flor bem gay
 

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Interrogações

Não é maravilhoso quando você acorda todo disposto, dispensa o carro e resolve ir andando até o restaurante, chega lá, pega o prato e a primeira coisa que você vê é uma aranha andando na comida?

E não é revoltante quando você não dá piti, não é mal-educado, não se estressa, não desiste de comer no lugar e, assim mesmo, não ganha nem um suquinho de graça?

Poxa, a aranha tava andando na casquinha de siri e eu não ganho nem um presentinho por não contar pra ninguém? Como assim, Brasil?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Paixões sexuais

 
Dica da semana
:
"Como evitar que o jovem sofra com as paixões sexuais", de Josh McDowell.

Vi um cara lendo no metrô e precisei vir aqui compartilhar com vocês.
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Show do Little Joy - ao vivo

Nesse momento o Victor deve estar próximo ao Clash, para ver o show da sensacional (pra mim, é claro) banda Little Joy - formada por Fab Moretti, Amarante e Binki. Como o meu celular é VIVO e o dele também, fiquei responsável por ser a parte que perde o show e coloca no blog tudo que ele for me mandando por mensagem - fazendo assim a cobertura ao vivo.

Bom, é isso. espero que dê certo e que o Vic goste.

Annnnnnd... there we go:

21:05 - Cheguei agora no clash... Cidadão Instigado manda um som pesado.

21:09 - Decoração de arte de rua, pop art no telão, gostei do lugar.

21:12 - Cidadão Instigado mistura rock, eletrônico e Sérgio Reis... Master.

21:18 - Não sei o nome da música atual do Cidadão Instigado, mas a bateria galopante é ótima.

21:26 - Caraleow, lembrei quem Cidadão Instigado parece... Zé Ramalho!

21:32 - Acabou Cidadão Instigado. Não é minha nova banda preferida, mas gostei.

21:33 - Apareceu no telão: "Paul is undead". Hahaha.

21:39 - Não vou gritar Amarante delícia ok tati? Quem sabe pra Binki.

21:43 - Para onde eu viro tem clone do Los Hermanos.

21:47 - Será que se eu gritar Anna Júlia os Los Hermanos em volta me batem?

21:50 - Reza a lenda que daqui 10 minutos eles entram.

22:01 - É, não entraram.... (e uma mensagem em vazio. deve ser a decepção).

22:02 - Agora que vi que como imprensa posso ir ao mezanino. Meh, estou a três metros do palco, é bem melhor aqui.

22:06 - Hallelujah tocando e o povo cantando.

Começa o show...

22:09 - Little Joy no palco.

22:12 - Play the part... Binki fazendo "uuuh" me derrete.

22:16 - The next time around. Todo mundo cantando junto.

22:19 - How to hang a warhol. Galera gritando alucinada.

22:23 - No one's better sake. E agora Fab falando que São Paulo é maravilhosa.

22:25 - Unattainable. Meiguice define.

22:31 - Shoulder to Shoulder e With Strangers. Amarante arrebatando Corações.

22:35 - Keep me in mind. Momento rocker do show, morri.

22:39 - Fab diz : agora uma besteira - ttal (victor abreviou e eu nem sei o que é **UPDATE: era 'total') eu vou cantar.

22:41 - Fab diz: cantei! cantei! consegui!

22:43 - Música nova lembra strokes do 3º álbum

22:50 - Don't watch me dancing traz o clube abaixo.E Fab vem tocar pertinho de nós.

22: 50 - E agora o bis.

22:53 - Amarante sozinho, concentrado e tocando evaporar. E todo mundo canta junto.

23:11 - Brand New Start termina o show com geral pirando e cantando.

23:18 - Show fodaço, tranquilíssimo, não tive que ficar encostado em ninguém. Banda afiada e com ótima presença de palco... E agora dá-lhe enfrentar o trânsito do jogo do Palmeiras.

23:21 - Fim de transmissão. Obrigado pela audiência

23:24 - a pulseirinha grudou nos meus pelos do braço, pqp.


That's all folks.
Obrigada pela participação nesse momento especial de sua vida, Victor.
You're true blue (:

*UPDATE: Obrigado à Fer, que recebeu todos os meus SMS alucinados e topou atualizar o blog em tempo real. Grande Fer!

*UPDATE 2: Little Joy foi diversão, mas foi trabalho também. A resenha do show está disponível aqui.
 

domingo, 25 de janeiro de 2009

Fui ao cinema

 
“Victor, por que você não atualiza o blog?”. Porque não tenho nada pra escrever nele, oras.

Não que minha vida esteja um marasmo. Muito pelo contrário, tô ocupadíssimo com coisas de trabalho, mas enfim, são coisas de trabalho, né? Desinteressantes.

É devido a essa falta de assunto que vou partir para o clichê e comentar um filme que vi esses dias no cinema. Com vocês:

O dia em que a Terra parou – a resenha


Para ficar no básico: esferas alienígenas gigantes pousam nos EUA e, de dentro de uma delas, sai Klaatu (Keanu Reeves), um alienígena com uma mensagem apocalíptica e uma missão. A partir daí, é o de sempre.

E quando eu digo o de sempre, é o de sempre mesmo. Tipo, precisamos realmente ver Keanu Reeves salvando a Terra de novo? Ele já nos salvou das máquinas (Matrix), já nos salvou do Diabo (Constantine), agora está nos salvando dos alienígenas... quem falta? O Lostzilla?

Desse jeito, Keanu pode até arrumar um bico de dedetizador quando se aposentar. Imagino o anúncio: “Keanu Reeves - bom contra máquinas totalitaristas, demônios das profundezas, alienígenas invasores e seres humanos mal-intencionados de toda sorte. Também viajo no tempo em cabines telefônicas, desativo bombas em ônibus em movimento e faço a melhor cara de enfiaram-um-dedo-no-meu-rabo da história do cinema”.

Versátil, né? Se Obama é capaz de consertar o mundo e ainda descansar no sétimo dia, é porque foi Keanu que ensinou.

Mas continuando...

Tem o filho do Will Smith no filme. O personagem dele é insuportável, mas o moleque atua bem. Só que, sabendo que o garoto será o novo Karate Kid, não pude evitar de passar o filme todo esperando ele dar um Golpe da Garça na Jennifer Connelly. Aliás, fazendo aquelas caras e bocas de Maria do Bairro o filme todo, a Jennifer bem que merecia.

O mais legal do filme é o Megazord do Keanu. Produzido especialmente para Klaatu nos estúdios dos Power Rangers em Los Angeles, o bicho é tipo o Ciclope dos X-Men aumentado umas duzentas vezes e melhorado em relação a sua contraparte original, porque não fala. Aliás, “melhorado” é eufemismo – imagine os filmes dos X-Men com Ciclope entrando mudo e saindo calado, e você entenderá o que quero dizer.

No final, Keanu Reeves salva a Terra, Karate Kid abraça a Maria do Bairro, as esferas do dragão voltam pro espaço e a Fox embolsa mais alguns milhões de pessoas que, como eu, chegaram atrasadas no cinema para ver Benjamin Button e tiveram que assistir essa coisa no lugar.

E, para terminar, uma breve retrospectiva da carreira de Keanu Reeves enquanto ele não salva a gente de novo:

Velocidade Máxima:  "enfiaram...

Hardball:  "...um dedo..."

Garotos de Programa:  "... no meu rabo!"