

Não tem como não amar, né? Passava na MTV na época boa. E é melhor do que a maioria dos programas que passa hoje, ainda.
Achou tenso? Acredite, meu amigo, você não viu nada
Velhinha do orgasmo te despreza
Meu novo BFF e duas minas que conhecemos na balada... safadjénho
Essa foi a terceira vez que vi Avenida Dropsie. Assisti pela primeira vez na estréia, em 2006, junto às cerca de 40 mil pessoas que viram a peça no Teatro Popular do SESI. No mesmo ano, arrisquei minha pele andando por Santo Amaro à noite só pra rever o espetáculo no Teatro Alfa. E agora, com ela de volta ao SESI, tão perto de tudo, não poderia deixar de assistir novamente.
Tecnicamente, não digo que fica melhor a cada vez que assisto porque a primeira versão, que tinha Magali Biff no elenco, continua imbatível. Mas toda vez que vejo Avenida Dropsie sinto uma certa paz de espírito parecida com a que sentia quando era criança e via aqueles filmes infanto-juvenis dos anos 80, como Os Goonies e História Sem Fim.
É engraçado notar que essa sensação não vem da peça em si, pois a linguagem de Avenida Dropsie não é infantil. A visão mostrada é, pelo contrário, a de alguém com muita idade, que já conhece aquela cidade tão a fundo que se despe de vaidades para falar sobre ela. Mas que nem por isso deixa de falar com carinho, com humor.
Will Eisner era mesmo um gênio, por saber narrar uma história assim, e Felipe Hirsch e sua trupe são outros, por saber adaptar esse estilo tão bem.
Eu não sei se Avenida Dropsie volta a entrar em cartaz (na teoria, a apresentação de ontem, dia 4, era a última de todas). Se voltar, peça demissão de seu emprego, perca o vestibular, venda um rim, mas não deixe de ver. Não importa quantas continuações façam para The Spirit, Avenida Dropsie é a adaptação definitiva de uma obra de Will Eisner.
"This is what you get, when you mess with us"
Eu não sou fã do Radiohead. Nunca fui. O mais perto que cheguei de ser foi gravar o clipe de Fake Plastic Trees em VHS, na época em que passava, e ficar assistindo repetidas vezes na sala de casa, de tão legal que era. Mas isso eu fiz com muitos clipes.
Quando anunciaram o show, há tantos anos prometido, resolvi comprar um ingresso. Achei que, até a data chegar, dava tempo de gostar da banda. Fora o fato de querer saber o que o Radiohead tinha que atraía tanta gente.
Procrastinador como sou, deixei pra ouvir Radiohead só quando o show já estava perto. Gostei das músicas do The Bends. Dormi nas do Kid A e Amnesiac. O disco novo, que eu já tinha ouvido na época do lançamento, não fede nem cheira. Gostar mesmo, de viciar, só de uma música, Just. Previ então muitos bocejos para o show.
Meu pai do céu, nunca foi tão bom estar errado. O Radiohead tem um show demolidor, que pega você pela garganta mesmo. Músicas intensas, envolventes, tocadas com vontade, e sem sinal de egotrip. Sabe quando você faz bem um trabalho, porque já faz há muito tempo e conhece o processo de cabo a rabo? O show do Radiohead é assim, um show de gente que se especializou em fazer isso.
Claro que as músicas ajudam, outro mérito da banda. Quem tem no repertório uma Karma Police, uma Jigsaw Falling Into Place, quase não tem como fazer feio. E que bonito foi ver as pessoas cantando Paranoid Android depois do fim da música, e Thom Yorke retomando a canção por causa disso. Ou o coro de 30 mil pessoas cantando Creep (alguém na face da Terra não sabe o refrão dessa música?).
Detalhe que não tocaram Just, grande injustiça. Mas tocaram Fake Plastic Trees, que me lavou a alma, de verdade.
O festival de luzes e cores no cenário, que eu sempre tive como desnecessário para um show de rock, foi um espetáculo à parte. Me fez mudar de opinião, até. Os recursos técnicos, quando usados com competência e bom senso, podem sim ser um complemento perfeito para o som. Nesse show, eles eram a encarnação visual e estroboscópica do delírio das músicas. O transe era quase automático.
Foi um dos melhores shows da minha vida. O que os Hives esbanjaram em presença de palco, o Radiohead compensou (e ultrapassou) com a combinação perfeita entre música e cenário. Valeu o dinheiro do ingresso e o stress com a péssima organização. Espero um dia poder ver de novo. Com a mesma energia. E com Just, se der.
"Por favor Kely, conforme falamos, reencaminhe este e-mail para o mailling de vocês, Grato, Rudi. MANIFESTAÇÕES
Kely? KELY?? Olha, se eu resolvesse me converter ao travestismo, com certeza eu não usaria o nome de Kely. Um L só é coisa de rampeira, né? Eu escolheria algo mais sexy e ousado, tipo Gygysllaine.
Obs.: não, este blog não morreu. Aguardem-me.
Evita, minha sósia: a voz pode até ser igual (cof cof), mas eu nunca conseguiria ter uma franja tão stáile
Jason analisa a nova safra: “Crianças japonesas, zumbis que correm, uma bruxa que não aparece... ai minha paciência”